Preço e marca são os principais requesitos para o brasileiro contratar o seguro

Fonte: Uol Notícias
Por InfoMoney
Publicado em 11 de maio de 2012

SÃO PAULO – Na hora de contratar um seguro o preço e a marca do provedor são os principais requisitos para os brasileiros na escolha da seguradora, revela pesquisa da Ernst & Young, líder global  em serviços de auditoria, impostos, transações corporativas e assessoria.

A importância da marca no Brasil é maior que em qualquer outro país pesquisado. No país,  58% dos brasileiros disseram que a marca e o preço são os mais importantes na hora de escolher a seguradora,já outros 44% disseram que os serviços da empresa é o principal fator na hora da decisão.

Ainda no Brasil, 38% disseram que a reputação é um fator influente na escolha da seguradora, enquanto que para 32% o que importa é o produto oferecido.

Em países como o Canadá (59%), Polônia (59%), Turquia (59%), Estados Unidos (58%), México (57%), Malásia (57%) e Cingapura (55%) o preço é o que mais importa na hora de contratar o seguro.

Produtos mais simples
A pesquisa ainda mostrou que a maioria dos entrevistados acham que os produtos que estão no mercado são muito complicados. Na opinião dos consumidores, as ofertas de produtos deveriam ser mais simples e transparentes.

Mais de um quarto dos entrevistados, em cada região, disseram que reconsiderariam a troca de administradora de seguro se elas pudessem garantir que teriam mais transparências nos produtos e uma comunicação mais aberta.

Yakult recusa maior participação da Danone na companhia

Fonte: Uol Notícias
Por Ritsuko Shimizu (Reuters)
Publicado em 11 de maio de 2012

TÓQUIO, 11 Mai (Reuters) – A japonesa Yakult disse nesta sexta-feira que não quer que a francesa Danone aumente a participação na companhia, alegando que isso poderia afetar a sua independência.

No mês passado, a imprensa japonesa noticiou que a Danone estava em negociações com a Yakult para aumentar de 20% para 28% a participação na fabricante da bebida de mesmo nome.

Segundo a matéria, a Danone também poderia fazer uma oferta para comprar até 35% da Yakult se as negociações não tivessem resultado, o que daria poder de veto sobre as decisões do conselho e conseqüente controle sobre a fabricante.

“Não queremos que a Danone aumente a participação”, disse o presidente interino dos negócios internacionais da companhia japonesa, Yoshihiro Kawabata.

“Atualmente estamos tendo negociações amigáveis, e por isso espero que isso não aconteça”, respondeu ele, diante da pergunta sobre o que a Yakult faria se a Danone comprasse mais ações.

TAM sobe ao maior valor em 4 anos após aprovação à oferta da Lan

Fonte: Exame.com
Por Bloomberg
Publicado em 08 de maio de 2012

A integração planejada por TAM e Lan, anunciada em agosto de 2010, teria um valor de
mercado de cerca de US$ 13,4 bilhões

Avião da TAM

As ações da Tam serão trocadas por um papel da holding chamada de Holdco II, a qual será combinada com a Lan para formar a Latam Airlines

São Paulo – A TAM SA alcançou o maior valor desde 2007 após o governo aprovar o plano da Lan Airlines SA para iniciar uma oferta pública pelas ações da empresa brasileira. A oferta é parte do acordo que vai criar a maior empresa aérea do mundo em valor de mercado.

A TAM subia 0,5 por cento, cotada a R$ 46,20, às 11:57, após subir até 2,9 por cento mais cedo. O Ibovespa
recuava 1,8 por cento, a 60.137,83.

A integração planejada por TAM e Lan, anunciada em agosto de 2010, teria um valor de mercado de cerca de US$ 13,4 bilhões, superando a Air China Ltd. e a Singapore Airlines Ltd. como maior empresa aérea do mundo. A Lan, sediada em Santiago, deve apresentar em 10 dias a oferta pelas ações da TAM disse a companhia em comunicado publicado no website da autoridade regulado do mercado de capitais chileno.

“O mercado já estava esperando essa aprovação, mas todo passo que confirma a fusão é positivo”, disse Marcelo Varejão, analista da Socopa Corretora, em entrevista por telefone de São Paulo.

A Comissão de Valores Mobiliários aprovou a operação ontem, segundo comunicado enviado ao mercado.

As ações da TAM serão trocadas por um papel da holding chamada de Holdco II, a qual será combinada com a Lan para formar a Latam Airlines.

A Lan caía 0,5 por cento, a 13.529 pesos em Santiago. O índice referencial chileno Ipsa recuava 0,5 por cento.

A força da tradição

Fonte: Istoé Dinheiro
Por Marcelo Cabral e Rafael Freire
Publicado em 04 de maio de 2012

Premiadas, Omo e Petrobras mostram que um longo relacionamento com o consumidor ajuda
a enfrentar as tormentas que atravessam o caminho de uma marca.

Vez por outra, o mercado é sacudido pelo lançamento de um produto novo, que arrebata os consumidores e coloca de ponta-cabeça a ordem estabelecida em um nicho de mercado. Com a mesma frequência, produtos tradicionais desmoronam devido a problemas de qualidade, que geram uma quebra na relação de confiança mantida com seus clientes. Seja qual for a situação, possuir uma marca consolidada é um verdadeiro anteparo contra os imprevistos e o vai e vem dos negócios. Não evita, mas pode amenizar bastante uma situação adversa. E qual o segredo para se manter marcas fortes ao longo de décadas? A Petrobras e a Omo, da Unilever, são exemplos de sucesso que continuam a inspirar admiradores e concorrentes mundo afora. 

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A mais valiosa: José Eduardo Dutra, ex-presidente e atual diretor corporativo da Petrobrás (à esq.),
recebe de Caco Alzugaray, presidente executivo da Editora Três, o prêmio de
A Marca Mais Valiosa do Brasil.
 
A Petrobras foi premiada na semana passada como A Marca Mais Valiosa do Brasil e a Omo recebeu o troféu
de A Marca Mais Forte. Ambas foram as estrelas do ranking As Marcas Mais Valiosas do Brasil em 2012,
realizado pela DINHEIRO em parceria com as consultorias BrandAnalytics e Millward Brown. “Uma vez que
uma marca cria raízes na cabeça do consumidor, é impossível esquecer dela”, disse Peter Walshe, diretor
da Millward Brown, durante a entrega do prêmio em 27 de abril, em São Paulo. Criada em 1953, a
Petrobras atravessou muitas tempestades ao longo das décadas. Os meses recentes não foram exceção:
os vazamentos de petróleo da americana Chevron geraram desconfiança sobre a segurança da exploração
na camada pré-sal, em que a Petrobras é a única operadora. 
 
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Gebara, da Vivo: executivo está à frente do novo posicionamento da marca Vivo.
 
“Não é uma situação fácil, ainda mais no caso da Petrobras, em que qualquer problema tem uma
repercussão 20 vezes maior do que com outras empresas”, afirmou José Eduardo Dutra, ex-presidente
e atual diretor corporativo da empresa. O cuidado com a marca, nesse cenário, é redobrado. “Temos um
processo permanente de gestão de marca tocado por uma equipe que considero a melhor do mundo.”
Não por acaso a Petrobras é a marca mais valiosa do País pela terceira vez seguida, com  valor de
mercado de R$ 10,5 bilhões.
Tampouco é simples manter a rentabilidade em um mercado pautado pela
transformação. Esse é o principal desafio do sabão em pó Omo. Hoje, 55 anos desde o seu lançamento
local, o produto domina mais da metade do segmento, tendo transformado o Brasil no principal mercado
da marca em 50 países. 
 
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A mais forte: Schermers, diretor de marketing da Unilever (à dir.), recebe de
Carlos José Marques, diretor editorial da Editora Três, o prêmio de A Marca Mais Forte.
 
“O foco é saber se reinventar e continuar suprindo as expectativas do público”, afirmou o holandês
Robert-Hein Schermers, diretor da Unilever. “Afinal, os clientes também mudam.” Quem também possui
marcas fortesé a americana P&G, dona de nomes de peso como Gillette, Pampers e Duracell. Das 250
marcas da companhia, 26 possuem faturamento global superior a US$ 1 bilhão. Na verdade, as marcas
eram tão fortes que ofuscavam o próprio nome da fabricante. “Muita gente usava fraldas Pampers junto
com o creme Hipoglós e nem sabia que eles eram da mesma família”, disse Gabriela Onofre, diretora
da P&G, que também fez palestra no evento. 
 
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Os anfitriões: da esquerda para a direita: Peter Walshe, da Millward Brown;
Milton Gamez, da DINHEIRO; Eduardo Tomiya, da BrandAnalytics; e David Roth, da WPP.
 
A empresa tem trabalhado para reforçar sua marca corporativa. Entre as ações está a contratação do
apresentador Fausto Silva para divulgar a companhia. Resultado: um salto de 9% para 69% no
reconhecimento da marca P&G entre os clientes, em menos de um ano. De certa forma, é o caminho
oposto ao da operadora espanhola de telefonia Telefônica. O nome corporativo deixou de ser
exibido e foi substituído pela marca Vivo, cujo controle foi adquirido pela companhia espanhola em
meados de 2010. “A conectividade será nossa palavra de ordem para os próximos anos”, afirmou
Christian Gebara, diretor de marca da Vivo. 
 
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Gabriela, da P&G: a empresa tem trabalhado para reforçar sua marca corporativa no Brasil.
 
Todos esses exemplos simbolizam as mudanças “dramáticas” que a gestão de marcas registrou na
última década.
“Antes só os departamentos de marketing se preocupavam com isso”, afirmou David Roth, CEO do grupo
britânico de publicidade WPP para mercados emergentes. “Hoje é um tema central na agenda dos
presidentes e acionistas.” Segundo Eduardo Tomiya, diretor-geral da BrandAnalytics, esse movimento é
particularmente forte no Brasil. “O País está na liderança mundial no crescimento do papel das marcas”,
disse o executivo, que coordenou o estudo sobre as marcas mais valiosas e mais fortes do mercado
brasileiro.

Cosan compra controle da Comgás

Fonte: Época Negócios
Por Agência Estado
Publicado em 03 de maio de 2012

O BG aceitou vender 60,1% de participação da Comgás para a Cosan por R$ 3,4 bilhões

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A BG, controladora da Comgás, anunciou nesta quinta-feira a assinatura de um memorando de entendimento para a venda de participação de 60,1% detida na Comgás para a Cosan, por R$ 3,4 bilhões (US$ 1,8 bilhão).

Segundo a empresa, a transação deve estar finalizada até o final deste ano. Em comunicado, a BG informa que o negócio depende da aprovação de entidade reguladora e do consentimento de sócio. A Shell detém outros 18,11% da Comgás.

“Esse memorando de entendimento é outro passo importante da nossa racionalização de portfólio e do programa de diversificação de financiamento”, diz o presidente do BG Group, Frank Chapman, em comunicado. Segundo ele, o acordo faz parte dos planos de liberar US$ 5 bilhões em capital nos próximos dois anos por meio de desinvestimentos estratégicos. 

BG Group tem lucro maior
O BG Group disse que seu lucro líquido mais do que dobrou no primeiro trimestre, para US$ 1,22 bilhão, ou 35,7 centavos de dólar, de US$ 597 milhões, ou 17,4 centavos de dólar, no mesmo período do ano passado, ajudado pela alta dos preços da energia e da demanda por gás natural liquefeito. A companhia elevou a previsão de investimento no seu principal projeto de gás liquefeito na Austrália em 36%, ou US$ 5,4 bilhões, devido à alta do dólar australiano e dos custos da mão-de-obra e da matérias-primas. O aumento da previsão decepcionou analistas e investidores.

Ajustado por custos excepcionais ou benefícios não derivados de operações regulares, o lucro do BG totalizou US$ 1,27 bilhão no primeiro trimestre. O número ficou acima da média das previsões de US$ 1,23 bilhão dos oito analistas entrevistados pela Dow Jones. A receita do BG Group subiu 20,6% no primeiro trimestre, para US$ 5,78 bilhões, de US$ 4,79 bilhões no mesmo período do ano passado.

A produção de petróleo e gás da companhia totalizou 669 mil barris de óleo equivalente por dia no primeiro trimestre, uma alta de 3,4% em relação ao mesmo período do ano passado. A previsão dos analistas era de uma produção de 667 mil barris de óleo equivalente por dia. A alta da produção refletiu parcialmente como os conflitos no Egito e na Tunísia e as enchentes na Austrália afetaram as operações do BG Group. As informações são da Dow Jones.

Brasil Foods reposiciona Batavo e planeja mudança para Elegê

Fonte: Folha.com
Por VALOR
Publicado em 04 de maio de 2012

A BRF Brasil Foods anunciou nesta sexta-feira mudanças para reposicionar a marca Batavo no mercado brasileiro, que incluem reformulação da logomarca, alteração das embalagens e lançamentos de novos produtos.

“A marca Elegê também passará por algumas mudanças”, diz Luciane Matiello, diretora de marketing da unidade de lácteos da BRF Brasil Foods, sem dar detalhes.

A logomarca da Batavo foi alterada pela quinta vez. As outras mudanças ocorreram em 2003, 2004, 2006 e 2007.

“O logotipo cresceu e elevou a marca a outro patamar”, disse Roberta Morelli, gerente de marca e inovação.

Neste mês, a Batavo está lançando três novas linhas de iogurtes adoçados com frutose e livres de corantes artificiais, além de uma linha de leites com até 3% de gordura. Os novos produtos receberam investimento de R$ 3 milhões e começaram a ser elaborados no final de 2010.

“Vou ser o Meirelles da Nestlé”, diz Ivan Zurita

Fonte: IstoÉ Dinheiro
Por Guilherme Barros
Publicado em 27 de abril de 2012

Depois de 40 anos na empresa, o big boss da Nestlé, Ivan Zurita, sai da operação para se
tornar o “chairman” da companhia.

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Uma notícia sacudiu nesta sexta-feira o mercado corporativo brasileiro.

Depois de 40 anos na empresa, o big boss da Nestlé, Ivan Zurita, sai da operação para se tornar o “chairman” da companhia.

Em entrevista exclusiva para o blog, Zurita afirma que sua saída da Nestlé foi uma decisão pessoal, mas que continuará, provavelmente até o início de 2013, como presidente do conselho de administração da empresa.

“Vou ser o Meirelles da Nestlé no Brasil”, afirmou Zurita, em referência ao ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, que assumiu recentemente o cargo de presidente do conselho de administração da J&F.

Nessas novas atribuições, Zurita disse que irá cuidar da estratégia e das relações com as autoridades do governo, além de auxiliar o seu sucessor, o mexicano Juan Carlos Marroquin, na transição para o novo cargo.

Marroquin assume a presidência interinamente a partir de primeiro de julho. Zurita disse que irá preparar para final de junho um evento para apresentar o seu sucessor ao meio empresarial brasileiro.

Segundo Zurita, o motivo de sua saída foi o fato de, no ano que vem, completar 60 anos de idade. “Vou cuidar de meus projetos”, afirmou.

O executivo, que estava à frente da Nestlé no Brasil desde 2001, embarca nesta sexta-feira 27 para a Suíça, para cuidar dos acertos finais de sua saída.

Nestlé para menores

Fonte: Isto é Dinheiro
Publicado em 27 de abril de 2012

Compra da divisão de nutrição infantil da Pfizer, por US$ 11,8 bilhões, aumenta a musculatura da empresa suíça nos países emergentes, especialmente do Sudeste Asiático.

Quando reuniu a imprensa na sexta-feira 20, para apresentar os resultados do primeiro trimestre, Paul Bulcke, presidente mundial da suíça Nestlé, se mostrou preocupado. “Como era esperado, 2012 já se confirma como um ano difícil.” A frase, em tom de desabafo, estava relacionada à tímida evolução das vendas da companhia. No acumulado janeiro-março, o faturamento cresceu 5,6% em valor, para US$ 23,4 bilhões, e escassos 2,8% em volume. Para melhorar o desempenho da Nestlé, Bulcke disse que iria intensificar, ainda mais, as apostas nos mercados emergentes. Na segunda-feira 23, o executivo deu o primeiro passo nesse sentido, ao anunciar a compra da divisão de nutrição infantil da americana Pfizer.

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Mais força: a transação vai garantir à Nestlé uma receita adicional
de US$ 2,4 bilhões por ano.
Pagou US$ 11,85 bilhões pelo negócio, ao impor-se num leilão que envolveu a francesa Danone e a americana Mead Johnson. A transação reforça ainda mais a presença da Nestlé em um mercado avaliado em US$ 27 bilhões e no qual ela lidera com uma fatia de 17%. Também coloca a Nestlé em uma posição de destaque nos países emergentes, especialmente os do Sudeste Asiático. Algo considerado vital em função da debilidade das economias americana e europeia. Hoje, a melhor performance da fabricante de produtos alimentícios acontece exatamente nos mercados emergentes, cujas vendas cresceram 13,3% ante os 4,3% nos países ricos.
“Com a Pfizer Nutrition reforçamos nosso compromisso de buscar a liderança global em nutrição, saúde e bem-estar”, disse Bulcke em comunicado. A divisão possui faturamento estimado em US$ 2,4 bilhões. No Brasil, que já se firmou como o terceiro maior mercado da Nestlé, atrás apenas dos Estados Unidos e da França, ainda não são conhecidos os impactos dessa aquisição. Hoje, o portfólio da Nestlé reúne algumas das marcas de maior prestígio nessa linha, como Nan, Lactogen e Nestogen. Desde a semana passada passou a contar com Promil, SMA e S-26 Gold.
Para a Pfizer, a transação representa mais um capítulo na política de alienação de ativos fora de seu negócio principal, que é o desenvolvimento de medicamentos para o tratamento de doenças graves. No período 2010-2013, está previsto o vencimento de patentes de remédios que, somados, garantem US$ 29,2 bilhões por ano. Os recursos serão usados para reforçar o caixa da área de pesquisa, além de financiar o programa de recompra de ações. A cotação dos papéis da Pfizer desabou em julho de 2007 para US$ 14,77. Desde então vem se recuperando lentamente e a venda da divisão marcou uma nova trajetória de alta, atingindo US$ 22,89.
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As marcas mais valiosas do Brasil em 2012

Fonte: Isto é dinheiro
Por Ralphe Manzonni Jr.
Publicado em 27 de abril de 2012 / Atualizado em 01 de maio de 2012

Pela terceira vez consecutiva, a Petrobras é a grife mais valorizada do País, segundo ranking DINHEIRO/BrandAnalytics. O Bradesco passa o Itaú e retoma a vice-liderança.

As marcas, dizem os especialistas, são as fortalezas das empresas em períodos de crise. Sem grifes fortes, consolidadas e admiradas pelos consumidores, as turbulências econômicas seriam enfrentadas com muito mais dificuldades. No ano passado, por exemplo, não faltaram agruras no horizonte, principalmente vindas do continente europeu, com vários países à beira da insolvência. As dificuldades globais influenciaram o desempenho das empresas brasileiras e afetaram negativamente o valor de seus papéis negociados em bolsa de valores. É sob essa ótica que deve ser analisado o resultado da pesquisa “As Marcas Mais Valiosas do Brasil em 2012”, realizada em parceria pela DINHEIRO e pela BrandAnalytics/ Milward Brown. Primeiro a má notícia: o valor das 50 maiores marcas brasileiras caiu 23,2% em 2012, quando atingiu US$ 59 bilhões (R$ 111 bilhões).

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Ruim? À primeira vista, sim. Mas os dados devem ser avaliados numa perspectiva mais ampla. Desde 2009, as principais grifes locais valorizaram-se 35,2%, em dólar. Além disso, a apreciação do real e o bom desempenho das empresas nacionais em bolsa de valores inflou os valores das marcas brasileiras no estudo do ano passado. Esses dois fenômenos deixaram de influenciar o ranking de 2012, o que explica a queda. “É uma volta ao normal”, diz Eduardo Tomiya, diretor-geral da BrandAnalytics e coordenador da pesquisa. “Em uma crise, as marcas fortes funcionam como um escudo.” Não é, portanto, de surpreender que a Petrobras, maior empresa brasileira, tenha conquistado este ano pela terceira vez consecutiva o título de A Marca Mais Valiosa do Brasil.
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Graça Foster, da Petrobras: “Queremos ser reconhecidos
como uma empresa de tolerância zero com acidentes”.
Com um valor de US$ 10,5 bilhões (R$ 19,7 bilhões), a petrolífera brasileira é uma referência em exploração de óleo em águas profundas, tem um plano de investimento de US$ 225 bilhões até 2015, o maior do planeta, e sua imagem não foi afetada por recentes episódios de derramamentos de petróleo no mar, como o que aconteceu com a americana Chevron no ano passado. “O vazamento zero é meta da Petrobras”, disse à DINHEIRO Graça Foster, que assumiu o comando da estatal em fevereiro deste ano. “Queremos ser reconhecidos como uma empresa responsável, de tolerância zero com acidentes.” E conclui a presidenta: “Estamos trabalhando para alcançar essa meta.” A Petrobras é também uma companhia global, mas a maior parte de seus ativos está no Brasil.
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Apesar de contar com presença em 28 países, a estatal tem chamado a atenção mundial – e construindo dessa forma sua reputação internacional – por causa das encomendas que está realizando para a exploração da camada do pré-sal. Para se ter uma ideia da magnitude dos gastos, a Petrobras tem uma carteira de pedidos de US$ 82 bilhões só de sondas, o que tem atraído o interesse de fornecedores no Brasil e no Exterior. A resiliência da marca Petrobras foi acompanhada por outras empresas de diversos segmentos, que conseguiram se sair bem em um ambiente de crise internacional. O Bradesco, por exemplo, retomou a vice-liderança, posto que havia perdido para o Itaú no ano passado. Com isso, a instituição financeira fundada por Amador Aguiar volta a ser a marca mais valiosa de sua área. O plano de saúde odontológico OdontoPrev foi a grife que mais se valorizou em 2012: 29%.
Estrearam no levantamento de 2012 Bohemia, Magazine Luiza, União, Durafloor, Arezzo e Deca. Deixaram a lista Cyrela, Fleury, Embraer, Ultragaz, Droga Raia e CSN. Pela primeira vez foi feita uma análise dos portfólios de marcas das empresas. Com quatro produtos – Skol, Brahma, Antarctica e Bohemia, sendo que as três primeiras entre as dez mais bem classificadas –, a fabricante de bebidas Ambev tem a coleção mais valiosa do Brasil. Juntas, as quatro valem US$ 8,9 bilhões (R$ 16,7 bilhões). Ela é seguida pela Brasil Foods e pelo Grupo Pão de Açúcar. A pesquisa deste ano avaliou 220 marcas de 162 companhias brasileiras de capital aberto. No estudo, são consideradas apenas as marcas nacionais. Assim, gigantes globais como Apple, Google, Ford e Coca-Cola não participam do universo pesquisado.
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Da mesma forma, ficam de fora as grifes nacionais de companhias de capital fechado, como O Boticário, Bombril e Tigre. Além de mensurar o valor, a BrandAnalytics realizou uma pesquisa com mais de 12 mil consumidores para identificar as marcas mais queridas dos brasileiros, incluindo nesta sondagem as internacionais. No levantamento de 2012, a consultoria mudou a metodologia (leia o gráfico “Entenda como é feita a pesquisa”). Com isso, não é possível comparar o resultado com o ano anterior. “Medimos, desta vez, a contribuição da marca para o desempenho das vendas”, afirma Tomiya. Em outras palavras, imagine quanto uma empresa perderia em vendas, se não tivesse uma grife reconhecida e admirada pelos consumidores. E nenhuma marca é mais poderosa no Brasil do que o sabão em pó Omo, da anglo-holandesa Unilever, escolhida A Marca Mais Forte, à frente de Coca-Cola e Trident.
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Schermers, da Unilever: a cada um segundo, 12 caixas de Omo são vendidas no varejo brasileiro.
O Omo é um dos raros produtos que ganharam status de sinônimo de uma categoria, como Bombril, Danone e Xerox. Tanto que, apesar de ter um preço maior do que seus concorrentes, ele é consumido por todas as classes sociais. “O Omo é uma das marcas mais democráticas do Brasil”, diz o holandês Robert-Hein Schermers, diretor de marketing da Unilever, responsável pela estratégia do sabão em pó. O Omo mantém uma posição quase hegemônica na cabeça dos consumidores brasileiros. Seus números são, de fato, de impressionar. Ele detém mais de 50% de participação de mercado em sua categoria. A cada segundo são vendidas 12 unidades de Omo, em sua embalagem de um quilo, no País. O Brasil é o mercado que mais vende caixas do produto entre os mais de 50 países em que é comercializado. Apesar de estar há 55 anos no País, a companhia não se acomodou com a liderança.
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A Pesquisa avaliou 220 marcas de 162 empresas brasileiras
de capital aberto. Mais de 12 mil consumidores espalhados
pelo país foram ouvidos.
Tanto que inovação é parte constante da agenda da Unilever. Há um exemplo recente dessa filosofia da empresa: o lançamento da versão líquida do Omo. “Ele é mais fácil de dosar e permite aplicação direta nos tecidos”, afirma Schermers. “Tomamos essa decisão depois de ouvir os consumidores.” A companhia não para também de pesquisar novas enzimas, substâncias que quebram as sujeiras em partículas e as jogam na água. “As manchas mudam com o tempo.” A mais recente elimina manchas difíceis, como óleo lubrificante, pó de grafite, carvão e óleo de motor. Uma análise dos números do estudo ajuda a entender os efeitos da crise global sobre as empresas brasileiras. O setor de varejo e de serviços, por exemplo, sentiram menos os problemas da Europa.
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Afinal, seus desempenhos dependem mais do consumo interno, ainda potencializado pelos gastos da classe C, do que dos humores dos países do Velho Continente. O valor das marcas das companhias desses ramos caíram 15,5,% e 6,9%, respectivamente. Na área de construção, a queda foi de 42%. O setor bancário e de seguradoras foi um dos que mais sentiram os abalos dos problemas europeus. O valor das marcas das principais instituições financeiras teve queda de 33%. A Porto Seguro, por exemplo, viu o valor de sua grife erodir 63%, a maior queda entre as 50 empresas do ranking. Em 2011, sua marca valia US$ 1,35 bilhão. Neste ano, US$ 500 milhões, fruto de um ritmo mais lento de integração com o Itaú, o que fez suas ações perderem 20% do valor no ano passado. É nessa hora que a força da marca conta a favor. O exemplo do Bradesco é ilustrativo disso. Assim como seus pares, o valor de sua marca caiu.
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Leonelli, do Bradesco: o banco reforçou sua presença no ambiente
físico e digital.
Mas menos do que os seus principais rivais. No ano passado, o banco da Cidade de Deus perdeu o Banco Postal para o Banco do Brasil. Mas, em uma ousada operação, investiu R$ 1,2 bilhão e abriu 1.009 agências em apenas seis meses, ultrapassando a rede do Itaú Unibanco. “Antes, havia muita migração para o Sudeste”, afirma Cândido Leonelli, diretor executivo do Bradesco. “Os brasileiros estão, agora, começando a gerar riqueza em seus locais de origem. Por isso, a nossa política de presença é fundamental.” Presença não apenas física. Digital também. “Somos um banco popular, mas pioneiro em tecnologia”, diz Leonelli. Esse é um atributo que se incorporou com força à marca Bradesco. Ele foi o primeiro a ligar clientes ao antigo telex, o desbravador em internet banking e o precursor do banco pelo celular.

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Agora, quer usar seu DNA inovador para lançar, em breve, um serviço para atrair os “sem-banco” por meio do telefone móvel. “Vamos transformar o celular pré-pago numa carteira”, afirma Leonelli. Quem está se beneficiando do crescimento da rede do Bradesco é a OdontoPrev, que uniu sua operação ao Bradesco Dental em 2009. A companhia iniciou um projeto para começar a vender planos odontológicos para pessoas físicas. Dos cinco milhões de clientes da empresa, apenas 300 mil são desse novo universo que a companhia pretende explorar. “Preciso tornar a marca mais conhecida desse público”, afirma Randal Zanetti, presidente da OdontoPrev. Qual a melhor forma? Usar, é claro, as agências do Bradesco. “A cada mês, estamos avançando em termos de ofertas de produtos via esse canal”, diz o fundador da OdontoPrev, uma das poucas marcas que se valorizaram em 2012. 
Além dela, somente outras cinco grifes observaram seu valor crescer: a rede de varejo Lojas Americanas, o banco Banrisul, o shopping Iguatemi e as cervejas Skol e Antarctica, ambas da Ambev. A maior cervejaria do País, parte do grupo belgo-brasileiro AB InBev, emplacou quatro marcas, a maior entre todas as empresas, no ranking de 2012: Skol, Brahma, Antarctica e Bohemia. A Skol, por exemplo, passou a integrar o seleto grupo das cinco grifes mais valiosas do Brasil, alcançando o quarto lugar, duas posições a mais do que no ano passado. Esse resultado foi conseguido em razão de uma forte comunicação com o seu público. “Nosso alvo são as pessoas de 18 a 24 anos, mas também as mais velhas que são jovem de espírito”, afirma Pedro Earp, diretor de marketing da Skol e de produtos premium. Tanto que a linha de comunicação é pautada pela irreverência.
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Pedro Earp, da Ambev: quatro marcas no ranking e portfólio mais valioso do mercado brasileiro.
A estratégia, no entanto, não se restringe à propaganda da tevê. Cada vez mais, a Ambev aposta em experiências pessoais e digitais. No primeiro caso, ela patrocina o Skol Sensation, um dos principais festivais de música eletrônica do País. Na área de internet, a companhia investe 15% de sua verba publicitária na web. O site da Skol recebe mais de 20 milhões de pessoas por ano, que vão até o endereço virtual em busca de conteúdos interativos e jogos. Um dos grandes destaques da Ambev, no entanto, é a cerveja premium Bohemia, pela primeira vez no ranking. Logo em sua estreia, ela alcança a 14a posição. “A Bohemia tem credenciais espetaculares”, diz Earp. Não é, de fato, papo de marqueteiro. Ela faz parte da história da cerveja no Brasil.
A marca foi produzida pela primeira vez em 1853, em Petrópolis, no Rio de Janeiro, por um colono alemão chamado Henrique Kremer. A fábrica funcionou no mesmo local até 1998, quando foi fechada. Agora, ela será reaberta com investimentos de R$ 40 milhões e produzirá as variantes da família Bohemia (Pilsen, Escura, Weiss e Confraria), além de edições especiais da marca. Não bastasse isso, o prédio se transformará em um memorial com a história da cerveja do Brasil e do mundo. O museu terá painéis interativos que fará o visitante viajar pelo mundo da bebida feita com cevada e lúpulo. “A Bohemia, como marca premium, é a joia brasileira”, afirma Earp. Ela também é um indício de que marcas fortes resistem ao tempo e às crises de toda ordem.
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BTG Pactual estreia em alta na BM&FBovespa

Fonte: Exame.com
Por Lilian Sobral e Gustavo Kahil
Publicado em 26 de abril de 2012


Units BBTG11 abriram o pregão com valorização superior a 1%, num dia em que o Ibovespa cai

IPO do BTG na BMFBovespa

Edemir Pinto, presidente da BMFBovespa, e André Esteves acompanham a cotação do BTG Pactual durante estreia do banco na bolsa

São Paulo – Hoje é o primeiro dia de negociação das units do BTG Pactual (BBTG11) naBM&FBovespa e os papéis abriram em alta superior a 1%. As ações atingira, a máxima de 4,2%, mas desaceleraram e terminaram o dia com uma leve valorização de 0,64%, a 31,45 reais. O Ibovespa subiu 0,72%.

Durante a cerimônia que marcou o início dos negócios com os papéis, André Esteves, CEO do BTG Pactual, disse que a oferta inicial de ações (IPO) era um orgulho para o banco e que era possível olhar para vários setores e “acabar com o complexo de inferioridade que nós brasileiros tínhamos”.

Esteves destacou o momento da operação, que ocorre em meio a uma grande transformação no Brasil, “de um país pobre para um país de classe média”. “O crescimento da China foi muito bom para o Brasil, mas a nossa história de transformação só depende de nós”, afirmou André Esteves durante a cerimônia de estreia do banco na bolsa.

O IPO do BTG Pactual é o segundo que acontece no Brasil este ano, seguindo a oferta da Locamerica (LCAM3), que estreou na bolsa na segunda-feira, 23 de abril. Na sexta-feira, mais uma empresa começa a operar, a Unicasa.

Cada unit do BTG saiu por 31,25 reais, no meio do intervalo estimado. Com isso, o banco captou quase 3,66 bilhões, e ficou em sétimo lugar na lista dos maiores IPOs do Brasil desde 2004, considerado o ano da reabertura dos mercados.