Perfumaria faz ação para aproximar público da história do perfume

Foto: DivulgaçãoFonte: SRZD
Publicado em 04 de abril de 2012

Para as cariocas que gostam de perfume, aí vai uma novidade: O Boticário inicia, no próximo dia 6, o projeto “Essências de O Boticário” no Barra Shopping, que fica lozalizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ação, que faz parte de uma série de eventos que acontecerão em comemoração aos 35 anos da marca, é gratuita e vai oferecer uma viagem sensorial em 12 estações em um espaço de 90 metros. Os visitantes conhecerão a história do perfume e, ao final, descobrirão as essências que mais combinam com sua personalidade.

“Queremos surpreender os visitantes com uma viagem sensorial. Cada nova fragrância que O Boticário cria, traz com ela o desejo de despertar emoções, memórias e encantamento. Os brasileiros já são os maiores consumidores de perfumaria do mundo. E conhecendo toda a magia que envolve essas criações, certamente as pessoas terão ainda mais prazer em incorporar cheiros e sensações ao seu dia a dia”, diz a diretora de Comunicação e Branding de O Boticário, Ana Paula Ferrell.

O visitante vai aprender como funciona o olfato, os ingredientes mais utilizados na perfumaria e também poderá relembrar os cheiros guardados na memória (que vão desde os do giz de cera utilizado na época de escola ao odor da terra molhada pela chuva). O público também vai saber como hábitos, culturas e comportamentos se traduzem em fragrâncias.

Foto: Divulgação

SERVIÇO

Essências de O Boticário

Entrada gratuita.

O agendamento para participar deve ser feito na loja O Boticário do shopping na semana que antecede a ação. Depois, pode ser feita no próprio local.

Apetite estrangeiro deve acelerar fusões no Brasil em 2012

Fonte: Terra Economia
Por Reuters News
Publicado em 03 de abril de 2012

O apetite de grandes investidores globais, como fundos soberanos e gestores de private equity, deve acelerar o mercado de fusões envolvendo empresas brasileiras ao longo de 2012, segundo profissionais de instituições financeiras.

Mesmo com a desaceleração econômica global, em meio à crise de dívida na zona do euro, a compra e a venda de participações de companhias do País teve leve crescimento no primeiro trimestre, pontuada sobretudo pelo leilão de concessões de aeroportos, segundo levantamento da Thomson Reuters.

As 175 transações anunciadas no período envolvem um volume financeiro de US$ 21,95 bilhões, uma expansão de 5,6% em relação a igual período de 2011. A venda do direito de exploração dos terminais de Guarulhos, Viracopos e Brasília, em fevereiro, respondeu por cerca de um terço desse montante.

Esse movimento compensou a queda das transações com empresas ligadas ao mercado doméstico, num momento de menos brilho da economia, que o governo tenta acelerar com medidas como corte de juros e de impostos para incentivar o consumo.

Especialistas da área de fusões acreditam que o segmento de infraestrutura deve seguir como um dos destaques nos próximos meses, em meio à movimentação do governo e do setor privado em torno de projetos ligados a transportes e energia, por exemplo.

“O Brasil precisa de muita infraestrutura relacionada principalmente ao crescimento e relacionado aos eventos que vai sediar nos próximos anos”, disse o diretor gerente da área de banco de investimento do Citigroup David Panico. “É natural que a onda de investimentos venha para setores que apresentam um grande potencial de crescimento.”

No entanto, a perspectiva de especialistas é de que esse movimento se intensifique com a volta de anúncios envolvendo companhias ligadas a consumo, assim como em commodities e de óleo e gás. “Temos recebido manifestações de investimentos para todos os setores no Brasil, muitas de investidores bem capitalizados que estão querendo se posicionar no país”, disse o diretor-executivo e chefe de corporate finance do BNP no Brasil, Daniel Hagge.

Esse investidores incluem empresas de private equity, setor que levantou US$ 6,3 bilhões em 2011 para investimentos no Brasil. Cerca de metade das compras de participações de empresas latino-americanas do ano passado ocorreram no Brasil, que recebeu 64% dos recursos direcionados para a região, segundo a entidade especializada LAVCA.

Ranking
O Citi liderou o ranking de bancos coordenadores de fusões anunciadas no primeiro trimestre, com US$ 8,156 bilhões, mostraram os dados. O banco assessora o Itaú Unibanco na oferta de recompra de ações para fechamento de capital da Redecard, numa operação avaliada em US$ 6,8 bilhões.

A instituição também participa da operação em que o fundo soberano Mubadala, de Abu Dhabi, anunciou a compra de uma fatia de US$ 2 bilhões na EBX, holding controlada pelo bilionário Eike Batista. O acordo não foi incluído no ranking porque aconteceu entre Mubadala e uma empresa de investimento controlada por Eike, com sede nos Estados Unidos.

O outro assessor do fundo Mubadala foi o Goldman Sachs. O Itaú BBA, braço de banco de investimento do Itaú Unibanco que ficou em segundo lugar no ranking da Thomson Reuters para a região no período, com US$ 7,82 bilhões, também assessora a EBX no negócio.

“O acordo Mubadala é um proxy do que poderemos ver nos próximos meses, com o Brasil continuando a atrair grupos estratégicos e classes de investidores mais sofisticados”, disse o diretor global do Itaú BBA, Fernando Iunes.

Entre as nove operações que o Itaú BBA participou no período estão a operação envolvendo seu controlador, o Itaú Unibanco, e a Redecard. As comissões obtidas pelas instituições com operações no setor caíram para cerca de US$ 800 milhões no ano passado, ante US$ 1,1 bilhão em 2010.

“Todos os grandes bancos de investimento têm uma presença no Brasil”, disse o também diretor gerente da área de banco de investimento do Citigroup Jean Dreyer. Segundo ele, a concorrência está pressionando as taxas, mas isso não surpreende porque o Brasil é um mercado maduro e sofisticado. O BR Partners, banco de investimento independente liderado pelo ex-Citigroup e Goldman Sachs Ricardo Lacerda, conquistou o terceiro lugar no ranking, com US$ 7,08 bilhões em negócios assessorados.

Argentina vai assumir controle da petrolífera YPF, diz jornal

Fonte: Terra Economia
Por Reuters News
Publicado em 31 de março de 2012

O governo da Argentina decidiu assumir o controle da companhia líder de energia YPF e está analisando se a renacionaliza ou intervém na administação, noticiou um jornal neste sábado. 

A YPF é controlada pela espanhola Repsol e sofre grande pressão do governo de centro-esquerda para aumentar a produção e assim diminuir as crescentes importações de combustível, que estão corroendo o superávit da balança comercial do país.

O jornal Página 12, visto como próximo ao governo, disse que a presidente Cristina Kirchner se convenceu da necessidade de controle estatal sobre a companhia e que agora as discussões se concentram em como assumir esse controle.

O jornal levantou a possibilidade de expropriação ou intervenção estatal, incluindo a compra das ações da companhia. O governo da Argentina decidiu assumir o controle da companhia líder de energia YPF e está analisando se a renacionaliza ou intervém na administação, noticiou um jornal neste sábado.

A YPF é controlada pela espanhola Repsol e sofre grande pressão do governo de centro-esquerda para aumentar a produção e assim diminuir as crescentes importações de combustível, que estão corroendo o superávit da balança comercial do país.

O jornal Página 12, visto como próximo ao governo, disse que a presidente Cristina Kirchner se convenceu da necessidade de controle estatal sobre a companhia e que agora as discussões se concentram em como assumir esse controle.

O jornal levantou a possibilidade de expropriação ou intervenção estatal, incluindo a compra das ações da companhia.

Brasileiros vão abrir capital do Burger King em NY

Fonte: Uol Economia
Por Reuters
Publicado em 04 de abril de 2012

(Reuters) – A rede de fast-food Burger King anunciou no final da terça-feira que planeja abrir capital por meio de acordo com uma companhia de investimento listada em Londres, menos de dois anos depois de aceitar a proposta de compra pelo grupo de investimentos 3G Capital.

O rápido retorno à bolsa ressalta a melhora no lucro da Burger King Worldwide Holdings, que opera mais de 12 mil lojas ao redor do mundo, a maioria franquia.

O novo investidor da rede, a Justice Holdings, prevê que o lucro quase dobrará em 2012 em relação a 2010, na medida em que reformula o menu para competir melhor com McDonald’s e Wendy’s.

A 3G Capital, que tem entre os sócios os brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, ficará com 71% da companhia, enquanto a Justice Holdings, que abriu capital em fevereiro de 2011 de olho em uma operação de fusão e aquisição, vai se unir à Burger King e pagar US$ 1,4 bilhão em dinheiro por 29% da nova companhia.

O vice-presidente financeiro do Burger King, Daniel Schwartz, disse que o negócio com a Justice Holdings avalia a Burger King em mais de US$ 8 bilhões, o dobro do valor de outubro de 2010, quando a 3G Capital comprou a rede de fast-food em um negócio de US$ 3,26 bilhões.

“É o momento certo para o Burger King voltar a ser uma companhia pública nos Estados Unidos de novo. Nossa nova base de investidores vai nos ajudar a maximizar o potencial futuro da marca”, disse Schwartz.

O co-fundador da Justice William Ackman afirmou que levou a proposta da operação a seus sócios na empresa, o bilionário Nicolas Berggruen e Martin Franklin, criador da Jarden Corp.

“Eles gostaram do que eu vi, uma marca global de 58 anos e uma franquia simples, previsível, com crescimento de fluxo de caixa e no processo de se transformar em um negócio puramente de royalties de marca. Os resultados até agora têm sido notáveis”, disse Ackman, em comunicado.

A nova companhia do Burger King deve entrar para a Bolsa de Nova York nos próximos dois ou três meses, e a Justice vai parar de ser negociada na Bolsa de Londres na sequência.

Peixe Urbano anuncia compra do Groupalia em 6 países

Fonte: Economia & Negócios – O Estado de São Paulo
Por Yolanda Fordelone
Publicado em 08 de março de 2012

Empresa brasileira atuará na América Latina enquanto Groupalia se voltará à Europa, com operações
na Itália e em seu país de origem Espanha

SÃO PAULO – O Peixe Urbano anunciou há pouco uma aquisição de peso no setor de compras coletivas pela internet. O site comprou as operações do Groupalia em seis países: Brasil, Argentina, México, Chile, Colômbia e Peru. Nos dois últimos, o Peixe Urbano ainda não atuava. O valor do negócio não foi revelado.

Com a aquisição, o site passa dos atuais 16 milhões de usuários cadastrados para mais de 20 milhões. Por enquanto as marcas serão mantidas, mas tudo deverá migrar para “Pez Urbano”, o nome em espanhol.

“O ‘namoro’ começou na virada do ano, quando o Groupalia resolveu focar mais o negócio na Europa”, diz o sócio-fundador e CEO do Peixe Urbano, Julio Vasconcellos. “Eles já sabiam que estamos em um ciclo de investimento e expansão na América Latina”, comenta.

Com o negócio, o Peixe Urbano buscará reforçar a sua posição na América Latina, enquanto o Groupalia concentrará esforços na Europa, através de suas operações na Itália e Espanha, seu país de origem.

Com o objetivo de ajudar os consumidores a explorar os serviços e produtos de sua cidade, o Peixe Urbano inaugurou o negócio de compras coletivas no Brasil em março de 2010, reunindo três amigos empreendedores – Emerson Andrade, Alex Tabor, além de Vasconcellos.

Desde então, diversos competidores foram atraídos para o setor. A empresa estima que no ano passado mais de 2.000 chegaram a atuar no mercado, número que pode estar em 1.000 atualmente. “No começo muitos acharam que era um mercado fácil de aventurar-se e acabaram fechando as portas. Hoje o mercado brasileiro tem forte peso em duas empresas”, diz Vasconcellos, ao falar do principal concorrente, o Groupon.

Atualmente, o setor de compras coletivas anda movimentado. Os pequenos negócios não têm sobrevivido à competição com os grandes e há uma onda de aquisições.  No início de 2012, o Peixe Urbano anunciou a terceira rodada de investimentos, liderada pela Morgan Stanley Investment Management e pela T. Rowe Price Associates. “Parte dos recursos será usada para expansão na América Latina e parte para serviços complementares ao negócio principal”, explica.

A compra do Groupalia é a segunda sua aquisição neste ano. Em fevereiro, a empresa comprou o site de reservas em restaurantes e outros estabelecimentos Zuppa. O objetivo é fazer com que o consumidor consiga já agendar o serviço logo após comprar um cupom. Em 2011, o Groupalia já havia comprado o site brasileiro Oferta X.

“Estamos abertos a novos negócios, mas no momento não temos plano para nenhuma aquisição específica”, afirma Vasconcellos.

Sai Telefônica, entra Vivo

Fonte: Istoé Dinheiro
Por Ralphe MANZONI Jr.
Publicado em 30 de março de 2012

O grupo de telefonia espanhol conclui o processo de integração de suas operações fixas e celulares e inicia
uma nova fase de competição no acirrado mercado brasileiro de telecomunicações.

Nos anos 1990, o executivo carioca Antonio Carlos Valente trabalhou como assessor especial do então ministro das Comunicações, Sérgio Motta, durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Nessa época, ele fez parte do grupo que desenhou o modelo de privatizações das telecomunicações, atuando diretamente na formulação da política que separava as operações de telefonia fixa das móveis das empresas do sistema Telebras. O objetivo era vendê-las separadamente para aumentar o seu valor. Quase duas décadas depois, numa dessas ironias da vida, Valente está percorrendo o caminho inverso. 

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Valente, presidente: “A Vivo é uma marca conhecida, muito jovem e que as pessoas valorizam”.
 
Como presidente da subsidiária brasileira do grupo espanhol Telefônica, ele está agora à frente da nova Vivo, resultado da maior fusão em curso da telefonia brasileira, que une as operações de telefonia fixa da Telefônica com as de celulares da Vivo, dando origem a um colosso cuja receita líquida foi de R$ 33 bilhões, em 2011, com 117 mil funcionários diretos e terceirizados. No próximo dia 15 de abril, a integração da Vivo pela Telefônica passará pelo seu dia D. Em um domingo, a empresa espanhola  vai virar, literalmente, a chave ou mudar de sinal, para usar uma imagem mais adequada ao mercado de telefonia, e passará a se chamar oficialmente Vivo no Brasil. Os clientes do serviço de banda larga Speedy se transformarão em usuários do
Vivo Speedy e os assinantes da tevê por assinatura da TVA migrarão para a Vivo TV. 
 
“A Vivo é uma marca conhecida, muito jovem e que as pessoas valorizam muito”, afirmou Valente, em entrevista exclusiva à DINHEIRO, sentado na primeira fileira de um ônibus que o levava para Catas Altas da Noruega, a 140 quilômetros de Belo Horizonte, onde iria inaugurar uma antena de telefonia 3G, no dia 20 de março (leia mais ao final da reportagem). Não se trata apenas de uma mudança cosmética, na qual o nome Vivo passa a estampar todos os serviços de telefonia fixa, celular, banda larga e tevê por assinatura da companhia no Brasil. A empresa espanhola segue uma tendência global no setor de telecomunicações, na qual, com as operações integradas, além de ganhos de sinergias estimados entre R$ 8,5 bilhões e
R$ 10 bilhões nos próximos 10 anos, será capaz também de oferecer pacotes convergentes aos seus consumidores. 
 
Era tão estratégico atuar dessa forma, que a Telefônica travou uma batalha pública com a Portugal Telecom, sua sócia na operadora móvel, para ficar com a fatia dos portugueses, o que a obrigou a desembolsar €7,5 bilhões, em julho de 2010, para poder controlar sozinha a Vivo. Dessa forma, passa a competir de igual com igual com a arquirrivais Oi, que já atua dessa forma,
e a mexicana América Móvil, dona da Embratel, Claro e NET. Os desafios que a nova Vivo tem pela frente não são triviais. Em primeiro lugar, terá de provar que não herda os atributos negativos da marca Telefônica, fortemente identificada com as panes do Speedy, em 2009. “A marca Telefônica traz um forte ranço de mau atendimento”, diz Eduardo Tomiya, diretor-geral da consultoria de marcas BrandAnalytics. 
 
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“A mudança para Vivo é bastante positiva.” Com mais de 80 milhões de clientes, a operadora precisa uniformizar a qualidade do atendimento para essa gigantesca base de clientes. Na semana passada, uma usuária de São Paulo não conseguia comprar
um plano de dados para o seu celular, devido a problemas técnicos, segundo uma funcionária da Vivo. A empresa precisará também vender nacionalmente serviços que apenas ofertava no Estado de São Paulo, como a telefonia fixa e a banda larga. Desde outubro, no entanto, a companhia começou silenciosamente a se mover nessas áreas com o Vivo Fixo e o Vivo Box, respectivamente. Eles já podem ser comprados em oito Estados e em 140 cidades do Brasil. “O plano é levá-lo para todo o
Brasil”, diz Paulo César Teixeira, diretor-geral da Vivo. 
 
Nem sequer na área de telefonia móvel, em que ainda mantém a liderança com relativa folga, a Vivo pode operar tranquila. Ela
tem observado os italianos da TIM aumentarem rapidamente sua participação de mercado. Em 2010, a diferença entre ambas
era de 9,2 milhões de assinantes. No ano passado, caiu para 7,4 milhões. Em aparelhos pré-pagos, a distância encurtou-se ainda mais perigosamente, ficando em apenas 660 mil clientes em 2011. “Se a Vivo der uma bobeada, a TIM passa”, afirma Eduardo Tude, presidente da consultoria especializada em telecomunicações Teleco. “Mas a Vivo tem demonstrado que não vai deixar isso acontecer.” De fato: nos dois primeiros meses deste ano, a diferença subiu para 1,1 milhão de clientes. “A TIM foi muito agressiva ao longo dos últimos anos”, diz Valente.  “Mas tem tido algum reflexo negativo em função dessa agressividade.”
 
O reflexo a que se refere Valente são os problemas de qualidade da rede da TIM. Nos últimos dois anos, ela foi obrigada a parar de vender suas linhas em diversos Estados, como Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoas. Neste ano, a operadora italiana também ficou à frente da Telefônica no ranking de reclamações da Fundação de Defesa e Proteção do Consumidor de
São Paulo (Procon-SP). Depois de seis anos na liderança da lista, a Telefônica deixou essa incômoda posição. “A Telefônica assumiu o compromisso de reduzir os problemas e está conseguindo atender de maneira mais adequada em seus próprios canais”, diz Paulo Góes, diretor-executivo do Procon-SP. A Telefônica montou uma verdadeira operação de guerra para reverter
sua imagem negativa. 
 
Primeiro, simplificou a oferta de serviços. Se havia dez tipos diferentes, optou por oferecer apenas um. Depois, reforçou a confirmação do que foi contratado. Por fim, a companhia resolveu adotar uma medida inusitada: contratou o serviço de quatro institutos de meteorologia. Assim, sabia quando haveria temporais que poderiam afetar suas redes e também dificultar a movimentação das equipes técnicas até a casa dos clientes. “A previsão do tempo entrou no nosso planejamento”, afirma
Valente. Caberá agora a esse engenheiro, hoje com 59 anos, formado pela PUC-RJ, torcer para que, com a ajuda do serviço meteorológico, consiga manter a companhia à prova de chuvas e trovadas.  Para que isso ocorra, os espanhóis prometem não economizar. Até 2014, Valente tem para investir no País nada menos de R$ 24,3 bilhões, mais de 50% do desembolsado nos quatro anos anteriores.  
 
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O 3G chega aos grotões
 
O ônibus serpenteia as montanhas de Minas Gerais, em direção a Catas Altas da Noruega, cidade com 3,5 mil habitantes, a
140 quilômetros de Belo Horizonte, onde será inaugurada uma antena de telefonia 3G da Vivo. “Quando chegar lá, você vai conhecer o Brasil real”, afirma Antonio Carlos Valente, presidente do grupo Telefônica, para mim, referindo-se ao grotão mineiro. Ao desembarcar em Catas Altas, o prefeito Giovane Neiva recebe Valente com um largo sorriso. Cerca de 200 pessoas, que comem pipocas e algodão doce distribuídos gratuitamente, esperam pelo início da solenidade, realizada ao pé na nova torre 3G, que receberá o nome de Euclides Felicidade Bandeira, um cidadão catas-altense, que morreu com 95 anos de idade. 
 
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“É como se estivéssemos trocando um carrinho por um carrão”, diz Neiva à DINHEIRO, em uma referência à tecnologia 3G, que permite acesso à internet pelo celular. Valente é o primeiro a falar. “Nas cidades grandes, todas as operadoras estão; nas
médias, algumas estão; mas nos pequenos municípios só a Vivo está”, diz ele, sob os aplausos dos presentes. A viúva de Bandeira, dona Maria da Conceição, é chamada para descerrar a placa de inauguração da antena (foto acima). Ela sobe ao palco com os olhos marejados e as mãos entrelaçadas e trêmulas. Rojões espocam no céu. “Viu como é o Brasil real?”, comenta
antes de se dirigir para o campo de futebol de Catas Altas e embarcar em um helicóptero que a levará para o aeroporto de
Confins,  de onde seguirá para Vitória. (Ralphe Manzoni Jr.)

Fiat faz lançamento mundial do Grand Siena em vinícula chilena

Fonte: Uol Notícias
Por Oliviero Pluviano
Publicado em 23 de março de 2012

VALPARAÍSO (CHILE), 23 MAR (ANSA) – A Fiat/Chrysler latino-americana lançou hoje mundialmente o modelo Grand Siena entre os vinhedos de uma produtora de vinho chilena, no Vale de Casablanca, próximo a Valparaíso.

Não se trata da renovação de um sedan que já teve muito sucesso na América do Sul, que, de 1997 até 2011, vendeu 813 mil unidades, mas de um carro completamente novo com dimensões maiores e desenhada pelo Centro Estilo de Turim em colaboração com a fábrica brasileira de Betim e com o designer Peter Fassbender.

“O Grand Siena é um cenário de pura beleza e de inspiração”, disse Cledorvino Belini, presidente da Fiat/Chrysler latino-americana.

“As duas empresas juntas foram agora um grande produtor mundial que pode chegar neste ano a 4,2 milhões de veículos. A nossa meta é de 6 milhões em 2014. Juntos somos mais fortes e é visível o avanço da economia e dos mercados latino-americanos, que vemos com muito otimismo”, disse ele.

O novo Grand Siena é 134 milímetros mais longo, 61 milímetros mais largo e 53 milímetros mais alto que o modelo anterior, tem três tipos de motor, um com o exclusivo “tetrafuel”, que gerencia quatro tipos de combustível (gasolina, álcool e GNV), e será comercializado com um preço inicial de R$ 38.710 (cerca de 16.500 euros).

A novo modelo traz mais espaço no bagageiro, que cresceu de 500 para 520 litros.

“É no design do Grand Siena, na qualidade, na tecnologia, na segurança e nas suas imagens que a nossa empresa revela ao mundo o propósito de seus passos, da Itália até este lado do Pacífico. Apesar das incertezas econômicas que persistem especialmente na Europa, na América Latina a Fiat/ Chrysler vendeu quase um milhão de unidades no ano passado, a região representa 23% das vendas mundiais do grupo. Acreditamos em um crescimento de mercado latino-americano por volta de 4% ao ano”, informou Belini.

A Fiat começou em 2011 o maior ciclo de investimentos da história do grupo no Brasil, com R$ 10 bilhões, e continua em primeiro lugar no mercado brasileiro após dez anos na liderança. O Grand Siena inaugura em 2012 uma série de 20 lançamentos de novos modelos da Fiat/ Chrysler na América Latina.

Fiat terá ovo de Páscoa inspirado no “Cinquecento”

Fonte: Exame.com
Por Cris Simon
Publicado em 26 de março de 2012

Montadora lança chocolate em parceria com a Top Cau

Ovo fiat

Fiat: empresa lança ovo de Páscoa para promover novo Cinquecento

São Paulo – A Fiat, em parceria com a Top Cau, está lançando um ovo de Páscoa inspirado em seu carro Cinquecento. O chocolate faz parte da plataforma Fiat Toys, da montadora.

A edição especial é composta por um ovo de chocolate de 270 gramas e uma miniatura do Novo Fiat Cinquecento,
disponível em quatro cores – preto, branco, amarelo e vermelho.

O ovo, feito com chocolate ao leite, amendoim, castanha de caju e avelã, e recheado com bombom de cereja negra, será lançado e distribuído pela Top Cau.

As vendas começam hoje, somente nas Lojas Americanas, e o produto será promovido apenas em ações de marketing nos pontos de venda.

O preço sugerido é 25 reais.

O paradoxo da FNAC

Fonte: Isto É Dinheiro
Por Rosenildo Gomes Ferreira
Publicado em 23 de março de 2012

Na Europa, a rede varejista francesa está à venda há três anos. No Brasil, tem planos de triplicar lojas até 2015. Dá para entender?

Faz três anos que o magnata François Pinault, terceiro homem mais rico da França e controlador do grupo Pinault-Printemps-Redoute (PPR), uma potência com receitas em torno de € 20 bilhões por ano, colocou à venda a rede de varejo Fnac e outras duas bandeiras de varejo popular. A justificativa era de que, diante do cenário de crise econômica, o melhor seria concentrar as forças do grupo no portfólio de marcas de luxo, como Gucci, Stella McCartney, Alexander McQueen e Yves Saint Laurent. Na ocasião, Pinault disse haver cerca de 20 potenciais interessados em levar a Fnac para casa. O negócio, estimado por analistas em até € 4 bilhões, ainda não saiu do papel. Desde então, a situação só ficou pior para a Fnac, com faturamento mundial de € 4,1 bilhões.

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As vendas nos cinco países europeus em que está presente – França, Bélgica, Espanha, Portugal e Suíça – estão em queda. A exceção é o Brasil, único mercado em que atua fora da Europa, cujas receitas cresceram 5,5% em 2011, para € 250 milhões, superando Portugal e se transformando na terceira força global, atrás da França e da Espanha. Neste ano, o Brasil deve assumir a vice-liderança. O responsável por levar a operação local a um novo patamar é o francês Jacques Brault, diretor-geral da Fnac no Brasil, que está no País desde o fim de 2010, depois de dirigir a filial da Grécia, que não pertence mais à companhia. Ele acaba de receber o aval da matriz  para ampliar em 200% o número de lojas. O objetivo é fechar 2015 com 30 pontos de venda.
“A prioridade do grupo Fnac é o Brasil”, afirma Brault, num português fluente, surpreendente para quem está há tão pouco tempo no País. “Não faltará apoio, inclusive financeiro, para tocarmos os planos de expansão no País.” O executivo não revela, mas fontes do mercado estimam que, para abrir as 19 lojas previstas, seria necessário investir em torno de R$ 200 milhões. Hoje, a rede conta com 11 unidades e a mais recente delas, aberta no shopping Flamboyant, em Goiânia, na terça-feira 13, será referência dos novos projetos. Ela conta com uma seção batizada de Mobilidade, na qual podem ser encontrados desde gadgets, como iPods, a medidores eletrônicos de pressão para corredores. Possui, ainda, uma ampla área para brinquedos e games que, em conjunto com os CDs e DVDs, representam por 22% das vendas totais da rede.
A maior fatia da receita, 54%, é obtida com eletroeletrônicos, telefonia e informática. Outra inovação será a adoção de novos formatos de lojas no Brasil. Atualmente, uma unidade-padrão da Fnac ocupa uma área em torno de três mil m2. Entre as opções está o lançamento da Loja de Periferia, existente na França. São modelos compactos que variam entre 100 m² e mil m². Além dos desafios normais de qualquer expansão acelerada, como a escassez de bons pontos de venda nas grandes cidades, os especialistas em varejo apontam outros problemas. “Não é fácil conseguir mão de obra qualificada e mesmo treinar e capacitar funcionários para atuar em um negócio com o nível de especialização da Fnac”, afirma Eugênio Foganholo, diretor da consultoria paulistana Mixxer.
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Modelo: com espaços amplos e maior variedade, a loja da Fnac em Goiânia será a base
do projeto de expansão liderado por Brault.
Brault diz estar atento a essa questão. Tanto que sua prioridade, desde meados de 2011, tem sido os investimentos no aprimoramento dos instrumentos de gestão e na logística da rede. No total, estão sendo gastos R$ 20 milhões – verba bancada pela matriz – no desenvolvimento dessas áreas e na construção de uma nova plataforma na internet. Hoje, o site de comércio eletrônico da filial brasileira já é o segundo maior da companhia, atrás da França. Em 2011, o volume de vendas online, no Brasil, avançou 45% em relação a 2010. “Só não crescemos mais por falta de estrutura,” afirma Brault. Para ajudar a resolver esses gargalos, um grupo de 20 técnicos, vindos da matriz, está debruçado sobre o projeto de modernização do portal.
Ocorre que a Fnac não é a única rede estrangeira de varejo que identifica no Brasil, especialmente nas capitais fora do eixo São Paulo-Rio de Janeiro, oportunidades para crescer. Contudo, os franceses possuem algumas vantagens, reconhecidas pelo mercado. “O extenso portfólio faz da Fnac um negócio único no Brasil”, afirma Foganholo. Entre esses diferenciais estão os 200 mil associados. Para esse contingente, Brault está desenvolvendo novas formas de relacionamento. Isso será feito por meio de um software no qual o departamento de tecnologia da empresa está trabalhando. “Queremos antecipar as necessidades dos clientes e oferecer produtos específicos para cada um deles,” diz Brault. “A situação aqui é completamente diferente do que acontece na Europa.”
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