Ralph Lauren: como manter uma marca clássica e moderna

Fonte: M&MOnline
Por Elias Suzuki
Publicado em 18 de janeiro de 2012


David Lauren, vice-presidente executivo de propaganda, marketing e comunicação mostrou alguns segredos da marca na NRF

Ralph Lauren


David Lauren, Vice-Presidente Executivo de Propaganda, Marketing e Comunicação Corporativa para Ralph Lauren Corporation, fez uma bela apresentação no quarto dia da NRF, que acontece em Nova York nesta semana. Ele mostrou como a marca pode ser ao mesmo tempo clássica e moderna, por meio de ações inovadoras, que proporcionem uma experiência superior dos consumidores com a marca.
Sua apresentação teve como foco a importância da paixão que contagia todos os colaboradores que trabalham na Ralph Lauren e o reflexo disso no atendimento ao cliente. David deixou claro que a loja vende mais do que roupas: ela vende sonhos, estilo de vida, inspiração – que se transformam em histórias que conquistam os consumidores.
Foi com este espírito que o executivo apresentou suas mais recentes iniciativas, incluindo a inovadora 24-Shoppable Store Window e o M-Commerce. Seu mais recente lançamento não é de moda, mas de experiência com a marca: o Ralph Lauren 4D – instalação singular em que as quatro dimensões estão combinadas em um único momento: arte, música, moda e fragrância, apresentados na fachada das lojas flagship em Nova York e Londres.
O ponto mais marcante foi a apresentação dos cases Wimbledon e Childrenwear, em que ficou clara a aplicação de iniciativas inovadoras e como a marca se conecta para compor uma campanha global – 360º.
A visão de David, sua paixão, o compromisso da empresa em ser pioneira no espaço digital, de sempre ter conceitos emocionantes e únicos e sua busca constante pela evolução arrancaram da platéia muitos aplausos ao final desta seção.
O futuro do Varejo
Os próximos anos consistirão no relacionamento direto. É desta forma que as marcas querem se relacionar com o consumidor, que não se importa com o canal que se usa. O que é relevante para ele é a experiência proporcionada.
Mitch Joel, presidente da canadense Twist Image, mostrou como podemos interpretar os dados coletados em pesquisas com consumidores, cruzando os aspectos semânticos com os analíticos, e assim lhes propor algo relevante.

Ressaltou que o importante não é qual será a próxima tecnologia ou a mais avançada, mas o que faço de inteligente, único e inovador com a tecnologia que tenho hoje.

Seus exemplos, como o App da Amazon, o Google Wallet e a loja sem check-out na Austrália, mostraram que devemos iniciar o planejamento do que fazer nos próximos anos agora, ao invés de esperar uma nova tecnologia para então agir.

O shopper de hoje é diferente do de ontem. Ele não está mais à procura da better experience, mas sim da great experience.

Elias Suzuki é head de Planejamento Sunset Comunicação. Executivo com MBA em Gestão Empresarial pela USP, Elias acumula passagens por empresas multinacionais, onde implantou modelos de gestão de mão de obra em atividades promocionais de campo e montagem de equipes de vendas, merchandising e marketing. Além de Head de Planejamento na Sunset, também é professor de MBA e pós-graduação do Provar/FIA (Fundação Instituto de Administração) e de Merchandising e Visual Merchandising na Panamericana Escola de Arte e Design.

Teles e bancos são campeões em queixas

Fonte: O Estado de S. Paulo
Por Eduardo Rodrigues – Brasília
Publicado em 14 de janeiro de 2012reclamações

Em 2011, cobrança indevida foi o principal motivo de reclamações de consumidores


A exemplo de anos anteriores, bancos e operadoras de telecomunicações foram os campeões nacionais de reclamações de consumidores nos Procons em 2011, segundo boletim divulgado ontem pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça.

Do total de 1,6 milhão de atendimentos realizados pelos Procons no ano passado, 81.946 ocorrências diziam respeito ao grupo Itaú Unibanco, líder do ranking negativo elaborado pelo órgão. Em segundo lugar aparece a Oi, com 80.894 queixas, seguida por Claro-Embratel (70.150), Bradesco (45.852) e TIM (27.102).

De acordo com o documento, os problemas mais recorrentes enfrentados pelos consumidores no Brasil são relacionados a cartões de crédito (9,21%), telefonia móvel (7,99%), serviços bancários (7,26%), telefonia fixa (5,56%) e aparelhos celulares (5,44%).

Do total de queixas, 35,46% dizem respeito a cobranças indevidas ou com informações insuficientes, enquanto 19,99% tratam de ofertas não realizadas. Outros 11,62% das reclamações estão relacionados a contratos não cumpridos e 11,19% são denúncias de má qualidade em produtos e serviços prestados.

O Itaú Unibanco respondeu, em nota, que os consumidores insatisfeitos que procuraram os órgão de defesa em 2011 representam apenas 0,2% do total de clientes do banco.

Além disso, 85% dos casos registrados pelos Procons teriam sido resolvidos consensualmente e, dos 15% restantes, mais de dois terços foram solucionados após acordo em audiência.

Investimentos.

Apesar de ainda ocupar o segundo lugar no ranking, a Oi alegou que houve uma redução de 15% no número de queixas no ano passado. Segundo a empresa, o número de reclamações equivale a apenas 0,12% da base de clientes da companhia, que supera 67 milhões de pessoas.

Além disso, a operadora disse ter investido R$ 2,8 bilhões no ano passado para melhorar o atendimento aos usuários e planeja a criação de um novo sistema integrado de call center.

Metas.

Já a Claro informou que também tem investido na melhoria dos serviços prestados e no atendimento dos clientes, mas não citou cifras.

A companhia alegou estar cumprindo metas de resolução de demandas acordadas com o próprio Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, e lembrou estar disponível também nas redes sociais da internet para melhor relacionamento com seus usuários.

O Bradesco afirmou que a redução dos índices de reclamação dos clientes é “um objetivo permanente” do banco. Segundo a instituição, todas as reclamações feitas são acompanhadas de perto por sua ouvidoria.

A TIM argumentou um crescimento de 20% em sua base de clientes – cerca de 10 milhões – entre janeiro e setembro do ano passado, para justificar o crescimento de 3,7 mil reclamações no período. A operadora destacou que vem cumprindo as metas impostas pelo DPDC e trabalha para reduzir o número de queixas.

Ranking dos grupos econômicos com maior número de demandas

1 – Itaú Unibanco ………………………….. 81.946
2 – Oi …………………………………………… 80.894
3 – Claro-Embratel ………………………… 70.150
4 – Bradesco ………………………………… 45.852
5 – TIM-Intelig ………………………………. 27.102
6 – Vivo ……………………………………….. 26.025
7 – Santander ………………………………. 21.785
8 – B2W ………………………………………. 21.554
9 – Banco do Brasil ………………………. 19.098
10 – Ponto Frio …………………………….. 17.293

Qual a melhor métrica para avaliar ações: fluxo de caixa ou múltiplos?

Fonte: ValorInveste
Por André Rocha
Publicado em 07 de dezembro de 2011Métrica

Qual a melhor métrica para avaliar ações: fluxo de caixa ou múltiplos?

Toda medida de avaliação de ações tem vantagens e desvantagens. Em muitos casos, a melhor saída é combinar diversas métricas. Veja o caso de Telemar (TNLP4) em que ficou evidente a fragilidade da análise baseada unicamente em múltiplos.

Essa situação ocorreu em março de 2002. Faz tempo, não? Mas permanece atual e didática.

Garanto que vale a pena continuar a leitura. O passado é bom professor.

É necessário contextualizar o momento do setor de telecomunicações brasileiro após a privatização em 1998. As companhias vinham fazendo pesados investimentos para atender à demanda reprimida em telefonia fixa e móvel. Assim, a conta de fornecedores vinha crescendo ao longo do tempo, bem como o prazo médio de pagamento.

Antes de prosseguirmos, vamos definir o que é o múltiplo FV/Ebtida. Embora o múltiplo P/L (preço por lucro) (1) continue sendo o mais conhecido, o múltiplo FV/Ebtida vem ganhando espaço nos últimos dez anos (Veja post “Como ler o múltiplo FV/Ebtida? (http://www.valor.com.br/valor-investe/o-estrategista/1008312/como-ler-o-multiplo- fvebtida)” de 15 de setembro). O FV (sigla em inglês para “firm value”) é calculado somando-se o valor de mercado da companhia (total de ações multiplicado pela cotação do papel) e a dívida líquida da companhia. Essa última considera o endividamento oneroso representado por empréstimos, debêntures e financiamentos, deduzido a parcela em caixa detida pela companhia. Já o Ebtida é uma medida simplificada de geração de caixa. É a sigla em inglês para lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização.

O FV não vinha sendo impactado pelo incremento da conta de fornecedores, pois só considera a dívida onerosa da companhia, ou seja, aquela que gera algum tipo de encargo financeiro, o que, em regra, não é o caso da rubrica “fornecedores”. Mas, em março de 2002, a administração percebeu que a geração de caixa da companhia não seria suficiente para o pagamento dos fornecedores.Assim, levantou dívida para suportar tal encargo, o que elevou de imediato o múltiplo FV/Ebtida.O passivo total não se alterou. Houve apenas uma migração da conta de fornecedores para dívida.

Os investidores que usavam apenas essa métrica de análise viram repentinamente que a ação de TNLP4 estava mais cara do que pensavam inicialmente. Assim, houve uma forte pressão vendedora, o que fez a ação cair cerca de 14% em três dias, possibilitando a convergência do múltiplo para o patamar inicial.

A análise por múltiplo, além da limitação temporal já que reflete apenas um ano, apresenta inconsistências como a demonstrada acima. Já o método do fluxo de caixa descontado, apesar de inúmeras limitações, é mais completo.

Estimam-se os principais itens de receita, custos e despesas para os próximos cinco ou dez anos, obtendo-se a projeção do fluxo de caixa para o período. Depois, traz-se esse fluxo de caixa estimado a valor presente, adotando-se uma determinada taxa de desconto. Dividindo-se o somatório desse fluxo pela base acionária atual, chega-se ao preço-alvo da ação. Contudo, mais importante do que se obter o preço-alvo da ação é observar sua sensibilidade a alterações nos preços dos insumos, redução na quantidade vendida, juros, câmbio, etc.

O investidor que, além dos múltiplos, adotasse a metodologia do fluxo de caixa para avaliação de empresas teria percebido o aumento do prazo médio de pagamento de fornecedores (tinha atingido 116 dias em dezembro de 2001) e a sua inconsistência no médio prazo. Logo, poderia calibrar suas estimativas utilizando o prazo médio histórico (em torno de 70 dias). Com isso o passivo operacional cairia e a necessidade de capital de giro aumentaria, dragando o fluxo de caixa. Dessa forma, o preço-alvo obtido pelo método do fluxo de caixa já levaria em conta a distorção da conta de fornecedores.

Isso significa que a análise por múltiplos deve ser descartada? Não, pois outros investidores a utilizam. Contudo, quanto mais instrumentos de análise forem usados, menos surpresas o investidor terá. O acionista de Telemar em 2002 sabe bem do que estou falando.

(1) O P/L representa o número de anos necessários para se obter o retorno do valor pago pela ação somente por intermédio dos lucros distribuídos desde que atendidas algumas premissas: todo o lucro seja distribuído aos acionistas, os resultados dos próximos anos sejam iguais ao do ano-base e a cotação não se altere ao longo do tempo.

Até o próximo post.

Farmacêuticas negociam cinco aquisições

Fonte: M&M Oline
Por Janaína Langsdorff
Publicado em 04 de janeiro de 2012

Compra de laboratórios de pequeno e médio porte, licenças de medicamentos e novas fábricas devem ditar os rumos do setor em 2012


Preço das aquisições deve voltar ao patamar tradicional doFarmaceuticasmercado

A indústria farmacêutica vai crescer em 2012, mas não deve repetir a mesma performance registrada nos últimos cinco anos, período na qual o setor cresceu o dobro do PIB nacional. De acordo com informações da Sindusfarma (Sindicato das Indústrias de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo) publicadas na edição dessa quarta-feira, 4, pelo jornal Valor Econômico, o segmento deve concentrar negócios ligados aos medicamentos genéricos, que respondem por aproximadamente 25% do faturamento das farmacêuticas.

Os laboratórios de pequeno e médio portes nacionais serão o alvo das próximas aquisições, ao contrário dos últimos dois anos, quando os investimentos estavam voltados para as grandes corporações. As licenças de medicamentos e a criação de novas fábricas devem ditar os rumos do setor em 2012, que já começa com cinco transações em andamento.

Só que este ano, a tendência é que o preço das aquisições volte ao patamar tradicional do mercado, em torno de seis a sete vezes o Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da empresa. Para se ter uma ideia do sobrepeso praticado nos últimos dois anos, a aquisição da Mantecorp pela Hypermarcas, anunciada em 2010, foi avaliada em 21 a 22 vezes o Ebtida.

Resgate dos negócios

A movimentação do setor começou em 2009 com a compra da brasileira Medley pela francesa Sanofi-Aventis, e da Neo Química, de Anápolis (GO) pela Hypermarcas, que um ano depois comprou a Mantecorp. Em 2010, foi a vez da americana Pfizer adquirir 40% da Teuto, também sediada em Anápolis. Já no ano passado, a Eurofarma comprou a Cristália dando origem à Supera, criada para comercializar medicamentos maduros, e agora busca ativos fora do Brasil, especialmente no Mercosul. Por aqui, a companhia deve fechar nos próximos meses um acordo de licenciamento.

Há ainda outras operações em curso, como a união entre a Entregga, empresa recém-criada para investir em laboratórios e saúde em geral, e o fundo Kinea, do banco Itaú, para comprar participações minoritárias em laboratórios de pequeno e médio portes. Por outro lado, o crescimento orgânico é a principal estratégia da EMS, de Hortolândia (SP), para crescer em 2012. A empresa pretende inaugurar duas novas fábricas no País, uma em Jaguariúna (SP), voltada para a produção de suplementos alimentares, estimada em R$ 30 milhões, e outra em Brasília, com investimento de cerca de R$ 150 milhões para a fabricação de antibióticos e hormônios.

Depois de adiar os planos para abrir o seu capital, o laboratório nacional Aché permanece atento às novas oportunidades do mercado, enquanto a Biolab pretende expandir a sua gama de produtos por meio de parcerias, como a joint venture criada em 2010 com a alemã Merz para atuar no segmento de toxina botulínica no Brasil. No ano passado, três dos quatro sócios da Biolab – os irmãos Cleiton de Castro Marques e Paulo de Castro Marques e o empresário Dante Alário Júnior – criaram a Avert, laboratório voltado para a classe C, que comprou a Zurita, de Araras (SP), fabricante da pomada Acnase, indicada para o combate à acne.

Grandes montadoras perdem participação no mercado nacional

Fonte: O Estado de S. Paulo
Publicado em 05 de janeiro de 2012images

Entre as dez maiores fabricantes, sete fecharam 2011 com fatia menor nas vendas em comparação a 2010


Sete entre as dez maiores montadoras do Brasil perderam participação no mercado de automóveis e comerciais leves em 2011. As que lideraram a lista foram General Motors e Honda, com perdas de 1,3% e 1,1% em relação a 2010, encerrando o período com respectivas fatias de 18,5% e 2,7%. As marcas que ganharam participação foram Renault (de 4,8% para 5,7% das vendas), Hyundai (de 3,2% para 3,4%) e Citroën (de 2,5% para 2,6%).

Este ano deve ser marcado por acirrada disputa entre as marcas nacionais e importadas, que prometem cerca de 40 lançamentos, entre modelos totalmente novos – como os compactos que Toyota e Hyundai vão produzir em São Paulo – e reestilizações, uma delas a do Volkswagen Gol.

A Fiat manteve a liderança, com 22% das vendas, ante 22,8% em 2010. A Volkswagen ficou com 20,4% (ante 20,9%) e a Ford com 9,2% (ante 10,1%). Toyota e Peugeot ficaram com 2,9% e 2,5% de participação, abaixo dos 3% e 2,7% de 2010.

Outras duas fabricantes, Nissan e Mitsubishi, ganharam pontos no ranking, saindo de participações de 1,1% e 1,3% para 2% e 1,6%. Já a Kia, única sem fábrica numa lista de 13 marcas, mudou sua fatia de 1,6% para 2,3%.

A parte restante do bolo formada por importadoras, incluindo as chinesas, saltou de uma participação de 2,4% em 2010 para 4,2%. No total, foram vendidos no País 3,42 milhões de automóveis e comerciais leves, 2,9% a mais que no ano anterior. Somando caminhões e ônibus, o volume subiu 3,6%, para 3,63 milhões, novo recorde.

Desempenho.

Nas previsões do presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Flávio Antonio Meneghetti, o mercado este ano deve atingir 3,57 milhões de automóveis e comerciais leves e chegar a 3,8 milhões de unidades incluindo caminhões e ônibus.

“O primeiro trimestre ainda será fraco, similar ao último trimestre de 2011, mas a partir daí as vendas vão melhorar”, prevê Meneghetti. Ele conta com a continuidade da redução dos juros, disponibilidade de crédito e melhora da renda para estimularem os negócios. A projeção da Fenabrave é similar à da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Segundo o executivo, foram as restrições ao crédito durante quase todo o ano passado que colaboraram para a queda das vendas de automóveis em 0,1% (2,64 milhões de unidades). O segmento é o que mais atrai consumidores de menor renda. Já as vendas de comerciais leves aumentaram 14,6% (776 mil), as de caminhões, 9,7% (172,6 mil) e as de ônibus, 21,7% (34,7 mil). O setor de motocicletas cresceu 7,5%, para 1,94 milhão de unidades. / C.S.