Vulcabras/azaleia compra briga global

Fonte: O Estado de S. Paulo
Por Cátia Luz e Elder Ogliari
Publicado em 16 de agosto de 2010

Grupo aposta na tecnologia para competir com as múltis do setor, como Nike e Adidas

Há três anos, quando a Vulcabras adquiriu a Azaleia, o grupo decidiu reunir suas áreas de desenvolvimento em um só lugar. Na pequena Parobé, a 75 quilômetros de Porto Alegre, nascia o maior centro de tecnologia de sapatos da América Latina.

A iniciativa é um indicador da importância que a tecnologia ganhou na empresa nos últimos anos. Entre 2007 e 2009, a Vulcabras/azaleia investiu R$ 280 milhões nessa área. E foram os tênis, que ficaram com dois terços de todo o dinheiro investido, o alvo da maior aposta do grupo.

A empresa é fabricante licenciada e distribuidora exclusiva da Reebok no País. Mas é com a Olympikus, marca própria esportiva da companhia, que a Vulcabras/azaleia decidiu se fortalecer para encarar a briga com as multinacionais do setor, como Nike e Adidas. “Antes de comprarmos a Azaleia, a Olympikus era a marca líder no volume de vendas. Agora, além disso, atingimos os níveis de preço e de tecnologia de qualquer marca internacional”, afirma Pedro Bartelle, diretor de marketing da empresa e filho de Pedro Grendene, fundador e principal acionista da Vulcabras/azaleia, com 90% dos papéis da companhia. “Hoje, graças ao desenvolvimento tecnológico, temos preços que vão de R$ 100 a R$ 400. Quando compramos a Azaleia, o tênis mais caro custava R$ 199.”

Com a ajuda de tênis mais sofisticados – os calçados esportivos respondem por 70% do faturamento -, a empresa se prepara para crescer 30% ao ano e quer internacionalizar a Olympikus. “Com a Copa e a Olimpíada no Brasil, queremos aproveitar a visibilidade que vamos ter para levar a nossa marca para outros continentes. Por que o Brasil não pode ter uma marca para competir em nível global?”, pergunta Bartelle.

Passos tecnológicos. No meio do ano passado, a Olympikus lançou sua primeira tecnologia projetada para a prática de corrida. Vendidos a R$ 250, os tênis registraram até agora a venda de 200 mil pares.

Mas é o tênis mais caro da marca – e curiosamente não projetado exclusivamente para os esportistas – que tem tido o desempenho comemorado dentro empresa. A linha com tecnologia Zomax foi lançada no início do ano e em apenas seis meses vendeu um milhão de pares, antecipando para junho o cumprimento de uma meta que a empresa havia estabelecido para dezembro.

O tênis, vendido a R$ 400, chama a atenção pela tecnologia exposta – como torres e tubos de ar. “São modelos que permitem a troca de cores das torres de amortecedores e são os que mais vendem para quem quer conforto na hora de sair no fim de semana. É o segmento que responde pelo maior consumo de tênis no mundo hoje”, explica Bartelle.

Com os novos modelos, nos primeiros três meses do ano, a linha esportiva cresceu, em valor, quase 30%. Trata-se de um ritmo quatro vezes maior do que o das sandálias femininas, chinelos e botas no mesmo período. Para Bartelle, a Olympikus mudou de patamar. “Já passamos da fase de dizer ‘vamos ver o que os outros estão fazendo’. Agora os outros vêm nos ver. Já existem cópias de Olympikus na China. Estamos sendo observados”.

Marketing. Além da tecnologia, o marketing é a outra arma de que a Vulcabras/azaleia lança mão para fortalecer a Olympikus. Há mais de dez anos, ela é a marca patrocinadora da Confederação Brasileira de Vôlei e também do Comitê Olímpico Brasileiro. “No país do futebol, o patrocínio dos esportes olímpicos estava em aberto. E a Olympikus foi inteligente ao se associar a esse nicho pouco assediado pelas marcas internacionais”, afirma Eduardo Muniz, sócio-consultor da Top Brands. Para ele, houve uma evolução de valor da marca nos últimos anos. Mas ainda há uma distância muito grande dos players globais. “A construção de marca nesse mercado vai muito além dos atributos técnicos. Além de tecnologias inovadoras, é preciso trabalhar profundamente o lado emocional. Nesse aspecto, a Olympikus tem ainda um longo caminho a percorrer.”

Para tentar diminuir essa distância, o grupo fez uma ofensiva no ano passado. “Nós conseguimos tirar o Flamengo da Nike. Assumimos em julho de 2009 e vendemos em 5 meses mais de um milhão de camisetas, volume muitas vezes maior que o do antigo fornecedor”, diz Bartelle. “A fabricação própria e a rede de distribuição mantida pela empresa funcionam como diferenciais da Vulcabras/azaleia”, diz Luís Fernando Pozzi, especialista em marketing esportivo e ex-gerente de patrocínio do clube.

O patrocínio também é instrumento de internacionalização da empresa. O grupo apoia três clubes de futebol argentinos e a seleção de vôlei do país vizinho, onde tem uma fábrica com 4,5 mil empregados que produz 60% do que se vende no mercado local. “Nosso primeiro passo será fortalecer a Olympikus no mercado latino-americano para, em seguida, avançarmos para outros continentes”, explica Bartelle. Além da Argentina, a empresa tem escritórios na Colômbia, Peru e Chile.

P&G traz três marcas ao Brasil e lança loja conceito

Fonte: Meio e Mensagem
Por Felipe Turlão
Publicado 18 de agosto de 2010

As linhas Head & Shoulders e Olay terão publicidade a cargo da F/Nazca S&S e Naturella fica com Leo Burnett.
A P&G lança também sua primeira loja-conceito no mundo

A Procter&Gamble anunciou que lançará no mercado brasileiro entre outubro e novembro deste ano mais três marcas de seu portfólio global.

Uma delas é Head & Shoulders, de xampus e condicionadores, que terá campanha publicitária de lançamento estrelada por Márcio Garcia e Malu Mader, a cargo da F/Nazca S&S. A comunicação será focada na luta contra as caspas e a P&G decidiu apostar em celebridades, assim como fez para sua outra marca nesse segmento, Pantene, que tem Gisele Bündchen como estrela.

A agência será responsável também pela introdução da marca Olay, de cuidados com a pele (antissinais e outros produtos do gênero). “A campanha de Head&Shoulders será nacional, enquanto as ações de Olay serão mais regionalizadas e com foco bastante educativo, para mostrar aos brasileiros, que representam o segundo contingente do mundo em operações plásticas, que há opções menos drásticas”, disse Gabriela Onofre, diretora de assuntos corporativos da P&G.

A terceira novidade no portfólio é o absorvente Naturella, que será atendido pela Leo Burnett. O posicionamento da marca será um pouco distinto de Always, também da P&G, focando em pessoas que dão mais valor aos reflexos do produto na pele.

Loja-conceito

As três linhas poderão ser conhecidas pelo público a partir de meados de setembro, quando a P&G brasileira lança a primeira loja-conceito multiprodutos da corporação no mundo, que ficará por um mês no Shopping Market Place, em São Paulo. Seu nome é P&G 5D Experience, pois ela pretende atingir a todos os sentidos dos consumidores e proporcionar experiências para eles.

“Já houve no Canadá uma iniciativa parecida, mas só com produtos de beleza. Esta é a primeira vez que teremos todos os produtos reunidos para que os consumidores possam experimentar suas sensações, ao mesmo tempo em que percebem que todas as marcas pertencem à P&G”, disse Gabriela. Na prática, a ideia é fazer essa ligação entre a marca corporativa e produtos na mente dos consumidores, ao mesmo tempo em que eles provam as sensações de cada um deles em atividades dentro da loja.

Por exemplo: o absorvente Naturella, que traz consigo uma ideia de conforto, terá em seu espaço uma cadeira onde o consumidor pode se sentar e, com um fone de ouvido e projetor de imagens colado aos olhos, terá acesso a imagens e sons que tragam essa sensação. No caso de Olay, a experiência consiste em um equipamento que tira uma foto da consumidora e analisa a quantidade de rugas, sinais e sujeiras no rosto, para que ela saiba qual é o melhor produto para sua pele. Já Ariel, marca de sabão em pó, coloca o consumidor em uma cadeira, dentro de uma sala, onde ele terá a sensação de uma roupa dentro da máquina, com direito a cheiro.

Caso a iniciativa dê certo, diz Gabriela, ela poderá durar mais do que o mês previsto, e chegar a outras localidades, ainda não reveladas. Com todas as iniciativas, a P&G espera elevar sua participação no share geral dos mercados em que atua, que é de 19,4% segundo a executiva.

Banco do Brasil acaba com a marca Nossa Caixa

Fonte: O Estado de S. Paulo
Por Leandro Modé
Publicado em 10 de agosto de 2010

A marca Nossa Caixa vai desaparecer até o fim deste mês. Nas agências, toda a sinalização será alterada para Banco do Brasil (BB) até sexta-feira (13/08/2010). Em outros pontos de atendimento, a mudança termina no fim deste mês.

O único lugar em que o nome resistirá – no máximo até dezembro – é em uma campanha publicitária voltada para os funcionários públicos do Estado de São Paulo.

As informações são de Dan Conrado, principal executivo do BB no Estado, responsável pelas operações do antigo banco estatal paulista.

A Nossa Caixa foi vendida para o BB em novembro de 2008. O controle efetivo das operações se deu a partir de novembro do ano passado.

Segundo Conrado, nesse período, foi feita toda a migração tecnológica. Um dos objetivos da mudança rápida foi estancar uma escalada de fraudes.

“Houve um mês em que registramos 5.800 fraudes na Nossa Caixa”, afirmou Conrado. “Em junho, esse número caiu para 90.” Ele atribuiu o forte recuo à adoção de cartões de crédito e débito com chip.

O executivo explicou que a decisão de acabar com a marca Nossa Caixa teve como base pesquisas realizadas com clientes. “Apesar de haver um vínculo forte do cliente com o banco Nossa Caixa, isso não se traduzia em fidelidade de negócio”, disse. “O cliente dizia: “Eu gosto do banco, mas ele não tem um portfólio de produtos para me atender”.”

Com a expressiva consolidação do setor bancário brasileiro nos últimos anos, diversas marcas conhecidas desapareceram. Entre elas, Nacional, Banespa, Bamerindus e, mais recentemente, Real e Unibanco.

Reclamações. Nos últimos meses, o número de queixas de clientes contra a migração da Nossa Caixa para o BB disparou. Conrado diz que o desconforto inicial é normal. Para ele, à medida que a nova situação se consolidar, as queixas vão diminuir.

Ainda assim, o executivo orienta que clientes do banco que estejam com problemas procurem os canais de comunicação da instituição para buscar uma solução.

Ele dá como exemplo o pacote de tarifas. Segundo Conrado, nenhum cliente deve pagar mais pelos serviços no BB do que gastava na Nossa Caixa.

Em 2009, a Nossa Caixa tinha 1.378 pontos de atendimento no Estado. Hoje, contando a estrutura do BB, são 2.895, entre agências e outros pontos de atendimento bancário.

Dívida fecha agência em MS

A agência central do Banco do Brasil em Campo Grande reabriu ontem, depois de ter fechado as portas para pagar uma dívida de R$ 41 milhões, na sexta-feira. O dinheiro seria sacado pelos familiares do primeiro governador do MS, Harry Amorim Costa, credor da Nossa Caixa, comprada pelo BB. Ocorreram transtornos para os clientes, que só tiveram à disposição os caixas eletrônicos.

Walmart Brasil vai acelerar ritmo de inaugurações

Fonte: O Estado de S. Paulo
Por Rodrigo Petry
Publicado em 11 de agosto de 2o10

O Walmart Brasil vai acelerar o ritmo de inaugurações de lojas até o fim do ano, disse hoje o presidente da companhia, Héctor Núñez. Segundo ele, foram abertas cerca de 30 lojas até o momento, do total de até 110 previstas para este ano, que devem consumir investimentos aproximados de R$ 2 bilhões. “Vamos carregar as inaugurações no segundo semestre, focando na bandeira Todo Dia (voltada à classe C)”, afirmou, acrescentando que mais da metade dos investimentos serão alocados na Região Nordeste.

Para 2011, o executivo ressaltou que os aportes destinados à abertura de lojas “continuarão agressivos”, sem dar maiores detalhes. “Nosso orçamento já foi finalizado e aprovado (pela matriz nos EUA)”, afirmou. Núñez destacou que os investimentos realizados pela companhia no Brasil são os maiores entre os países em que o Walmart atua, excluindo os Estados Unidos. Ele disse ainda que as taxas de crescimento das vendas no Brasil superaram as demais operações internacionais da companhia.

Sobre o mercado brasileiro, ele afirmou que o crescimento das vendas no primeiro semestre foi “próximo à média do mercado”. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume das vendas nos supermercados e hipermercados acumula alta de 10,1% sobre o mesmo período do ano passado. O executivo ponderou que as vendas nos meses de junho e julho foram afetadas pela Copa do Mundo, “com os resultados ficando abaixo do esperado”.

Para a segunda metade do ano, Núñez disse prever uma aceleração das vendas, com destaque para o quarto trimestre. “As condições estão aí, com a confiança do consumidor em alta. O setor varejista como um todo cresce fortemente. O brasileiro nunca teve a acessibilidade (à compra de bens) que tem hoje.”

Questionado sobre o movimento do varejo em direção à ampliação da representatividade de bens duráveis nos resultados, o presidente do Walmart descartou a intenção da companhia em ter uma bandeira específica para este segmento. “Vamos trabalhar com a venda de eletroeletrônicos dentro dos nossos hipermercados, sem nenhuma loja especializada”, disse.

Pesca

O Walmart assinou hoje com o Ministério da Pesca e Aquicultura um acordo de compromisso com o desenvolvimento de práticas sustentáveis do setor. Entre as iniciativas, estão a ampliação da oferta nas lojas do Walmart de pescado artesanais e da Amazônia e, até 2013, contar com 100% dos produtos com a identificação da origem dos fornecedores. “Estamos engajados em construir uma cadeia do pescado mais sustentável”, afirmou Núñez.

Natura começará a usar ‘plástico verde’ nas embalagens em outubro

Fonte: O Estado de S. Paulo
Por Circe Bonatelli
Publicado em 05 de agosto de 2010

Material é produzido a partir da cana-de-açúcar, ao contrário do plástico comum, que é derivado do petróleo

O diretor de Sustentabilidade da Natura, Marcos Vaz, afirmou nesta quinta-feira, 5, à Agência Estado que outubro será a data do lançamento no mercado brasileiro do primeiro produto cosmético com embalagem de “polietileno verde”. O objetivo da iniciativa é reduzir o impacto ambiental causado pela produção desse tipo de produto. O material, também chamado de “plástico verde”, é produzido a partir da cana-de-açúcar, uma fonte de energia vegetal e renovável, ao contrário do plástico comum, derivado do petróleo.

Essa inovação é fruto de uma parceria entre a Natura e a petroquímica Braskem e já havia sido anunciada recentemente, mas ainda sem a data definida para o lançamento. O plástico verde será lançado gradualmente, a partir de outubro, nas embalagens de refil.

Marcos Vaz e o diretor-presidente da Natura, Alessandro Carlucci, estiveram nesta quinta no lançamento do Movimento Empresarial pela Proteção e Uso Sustentável da Biodiversidade, em São Paulo, evento que contou com a presença da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O movimento tem o objetivo de mobilizar o setor empresarial para a construção de propostas sobre o tema a serem apresentadas ao governo em setembro.

Os empresários esperam que o Brasil exerça, em outubro, um papel de liderança durante a 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-10), em Nagoya, no Japão. O objetivo da convenção é preservar a biodiversidade, o uso sustentável de seus componentes e fomentar a repartição dos benefícios oriundos da utilização dos recursos genéticos. O movimento empresarial tem o apoio da Natura, CPFL, Walmart, Vale e Alcoa.

América Latina

As metas socioambientais descritas no balanço da Natura vão se estender para as unidades terceirizadas de produção na América Latina que estão em fase de planejamento, afirmou Vaz. Em julho, a companhia informou que pretende iniciar a produção terceirizada em pelo menos um país da América Latina até o final de 2010, e em mais três países no próximo ano.

Vaz explicou que esse processo “tem relações diretas com a questão ambiental”. Segundo ele, a reestruturação da malha logística e a descentralização da produção eliminam boa parte das emissões de gás carbônico com transporte dos produtos até o consumidor final. Vaz também contou, sem dar muitos detalhes, que a empresa já iniciou conversações com clientes e fornecedores dos países vizinhos para desenvolver projetos sociais adequados às comunidades locais.

s locais.

Em meio à crise, mercado de luxo no Brasil cresce 12% em 2009

Fonte: Época Negócios
Por Elisa Campos
Publicado em 02 de agosto de 2010

Expectativa para 2010 é ainda melhor. Segmento deve ter alta de 22%, alcançando faturamento de R$ 13 bilhões

Butique Chanel no Rio

O mercado de luxo brasileiro esnobou a crise mundial em 2009. O setor faturou R$ 10,9 bilhões (US$ 6,23 bilhões), registrando um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Para 2010, segundo estudo realizado pela MCF Consultoria em parceria com a GfK Brasil, a expectativa é que o segmento dê um salto de 22%, alcançando R$ 13,3 bilhões (US$ 7,59 bilhões).

Loja Hermès em SP“Nos próximos dez anos, o mercado de luxo no Brasil deve registrar crescimento de dois dígitos. Não temos condições de competir com a Ásia e com a China, mas estamos no centro das atenções das grandes marcas”, afirma Carlos Ferreirinha, presidente da MCF Consultoria.

Os números comprovam a importância que o país vem ganhando. Os investimentos no segmento premium no Brasil somaram US$ 1,24 bilhão no ano passado, ultrapassando os US$ 950 milhões registrados em 2008. Para 2010, é esperada uma pequena redução no volume investido, mas o valor injetado na economia brasileira irá novamente ultrapassar a casa de US$ 1 bilhão, chegando a US$ 1,2 bilhão.

Na avaliação dos empresários do setor, com exceção de São Paulo e Rio de Janeiro, tradicionais centros do mercado de luxo, as cidades mais promissoras para a expansão do segmento premium no Brasil são Brasília (53%), Porto Alegre (7%), Curitiba (7%), Salvador (6%), Recife (4%), Belo Horizonte (4%) e Ribeirão Preto (3%).

A avaliação justifica a pulverização das novas lojas a serem construídas ao longo de 2010. Pouco mais da metade, 54%, continuará a se concentrar em São Paulo. Na seqüência, aparecem Rio de Janeiro (39%), Brasília (39%) e Belo Horizonte (31%).

Para quem trabalha no setor do luxo, a crise mundial parece ter ficado definitivamente para trás. Apenas uma pequena fatia do mercado, de 3%, ainda crê que os negócios serão muito afetados pela turbulência financeira, enquanto 67% acreditam que não haverá impacto algum neste ano.

Compras no exterior

Das companhias entrevistadas na pesquisa, 39% de seus clientes já compraram itens da marca fora do Brasil, principalmente pela vantagem de pagarem menos pelo produto no exterior. Segundo aponta o estudo, seria possível aumentar em 20% o faturamento das empresas de luxo no Brasil e em 24% o quadro de pessoal, caso certas circunstâncias estruturais, como o imposto cobrado por bens de luxo importados, fossem alteradas.

Os brasileiros de fato compram, e muito, no exterior. “O maior concorrente da Tiffany no Brasil é a Tiffany da 5ª Avenida, em Nova York. Os brasileiros já respondem por 12% do faturamento da Galeries Lafayette em Paris. A cada dez calças da Diesel vendidas a brasileiros no mundo, apenas uma é comprada no Brasil. Nos Estados Unidos uma calça da marca custa US$ 50, enquanto no Brasil US$ 200. Existe uma questão tributária aí que precisa ser enfrentada”, diz Ferreirinha.

O consumidor do luxo

Em 2009, o brasileiro consumidor do mercado de luxo gastou em média R$ 2.726 por compra, 25% a menos do que os R$ 3.454 de 2008. O tíquete médio foi reduzido em virtude da crise mundial.

As mulheres continuam a ser a maioria entre os compradores de artigos de luxo, com 58%. O estado de São Paulo também permanece como o grande destaque, com 66% deste público. A maior parte dos consumidores do setor, 33%, tem entre 26 e 35 anos, 47% são pós-graduados e 36% completaram o ensino Superior. Em relação à renda, 45% dos consumidores de luxo brasileiros têm renda mensal superior a R$ 10 mil e 47% possuem investimentos de até R$ 100 mil.

O principal impulsionador do mercado de luxo nacional nos últimos anos tem sido a classe média. “O crescimento e fortalecimento da classe média, que é quem movimenta o segmento premium, com gastos em gastronomia, hotelaria, perfumaria e roupa, é necessário, assim como a descentralização desse tipo de consumo fora do eixo Rio-São Paulo. Salvador, Recife e Manaus podem se tornar cidades importantes para este mercado”, afirma Ferreirinha.

Marcas prediletas

Preferidas dos Brasileiros

Quando o que está em questão é o mercado de luxo, as marcas preferidas dos brasileiros no exterior são Louis Vuitton (30%), Hermès (12%) e Chanel (8%). Quando se leva em consideração apenas as empresas nacionais lideram o ranking H.Stern (24%) e Daslu (20%).

As marcas que mais fazem falta no Brasil, segundo os consumidores do luxo, são Prada, Sephora, Manolo Blahnik, Bottega Veneta, Fauchon, Burberry, Chanel, Abercrombie & Fitch e Victoria’s Secret.

Sobre a pesquisa

O levantamento foi realizado de janeiro a maio de 2010 com 283 empresas que atuam no segmento do luxo e mapeou as preferências e gostos de 344 consumidores deste segmento no Brasil.

Patrocínio cultural deve estar aliado à identidade da marca, diz consultor

Fonte: Abril.com
Por Mariana Barboza
Publicado em 27 de maio de 2010

Confira entrevista com Eduardo Tomiya, diretor da BrandAnalytics; para ele, patrocínios culturais podem oferecer à marca visibilidade que campanhas não conseguem dar

Que empresa não gostaria de investir num lugar com os seguintes ativos: localização privilegiada entre a rua da Consolação e a avenida Paulista, coração de São Paulo, circulação de, em média, 25 mil pessoas por mês e, mais do que isso, um público selecionado e formador de opinião? Com o fim da parceria entre o HSBC e o cine Belas Artes, essas perguntas ficaram no ar para muitas pessoas. Mas o que, afinal, faz de um patrocínio cultural vantajoso para uma grande empresa? OAbril.com convidou o consultor Eduardo Tomiya, diretor da BrandAnalytics, para ajudar a responder essas dúvidas. Confira a entrevista:

Abril.com - Quais são as vantagens de uma grande empresa investir em espaços culturais? 
Eduardo Tomiya - As pessoas que frequentam os espaços patrocinados cada vez mais os associam com as marcas. É uma forma de se criar e “tangibilizar” (sic) uma proposta de valor, tanto com os patrocínios culturais quanto com os sociais e esportivos. Por isso que esse patrocínio precisa ser extremamente consistente com a proposta de valor que a empresa quer. Quando bem associado à identidade da marca e ao posicionamento que ela busca, só serve para catalisar e potencializar o valor dela.

Abril.com - Como identificar o melhor espaço para colocar sua marca? O que deve ser levado em consideração na hora dessa escolha?
Eduardo Tomiya - Antes de qualquer coisa, é preciso ver se o patrocínio se alia com a identidade da marca. Então, por exemplo, marcas que querem criar um atributo de exclusividade se utilizam disso, como o Bradesco fez com o Cirque Du Soleil. Atrás do Cirque Du Soleil não está só o evento, é toda a história do que é a companhia, a filosofia do circo, e tudo isso começa a transpassar para o Bradesco. A Petrobras também faz bem isso patrocinando eventos locais e não só aqui no Brasil. Para mostrar que tinha um vínculo local na Argentina, ela patrocinou eventos culturais tipicamente argentinos, a começar pelo (time de futebol) River Plate. 

Na hora de fechar um patrocínio, é preciso avaliar bem qual é o atributo que se busca e se esse é o ponto mais importante da proposta de valor e no território da marca. Atualmente, os “vendedores de patrocínio” é que têm oferecido cotas aos anunciantes e não o contrário. Não é um movimento em que o anunciante vai lá e fala “eu tenho a minha definição da plataforma da marca, tenho que ter um atributo de cultura e esse atributo eu vou buscar com tal evento”. São raros os casos em que isso acontece. E isso pode gerar certa distorção nas políticas de patrocínio. As empresas deveriam ser orientadas, em função de seu DNA, a buscar as melhores plataformas.

Abril.com - Em quais situações o patrocínio foge ao controle da marca?
Eduardo Tomiya - O Pão de Açúcar deu um exemplo do que não fazer quando tentou vender ingressos para o show do U2. Foi um desastre. A empresa não estava preparada para a demanda, algumas lojas até tiveram de ser fechadas no dia das vendas. Esse é um risco que se corre numa ação de marketing desse tipo. É quando a empresa não tem uma estrutura preparada para receber aquilo, e aí a marca sai fragilizada. 

Mais um exemplo: você acha que a BMW devia patrocinar a Maratona de Nova York? Faz sentido? Não faz, porque a BMW é uma marca de luxo e uma maratona é qualquer coisa, menos exclusiva. Qualquer um que quiser se inscrever pode participar da Maratona de NY. Esse é um dos problemas. Segundo, quando se pensa em BMW, se pensa em performance, design… E o que tem de tecnologia e inovação numa corrida? Nada. Faria sentido se a BMW patrocinasse uma competição de iatismo, por exemplo. Para a empresa considerar o patrocínio como algo estratégico, ela tem que ter uma noção muito clara do território e do posicionamento da marca. 

Abril.com - Esses patrocínios oferecem um valor de marca que não pode ser alcançado pela publicidade?
Eduardo Tomiya - Quando de fato são resultado de um posicionamento autêntico, os patrocínios culturais podem oferecer à marca uma visibilidade que campanha nenhuma consegue dar. É muito mais forte que qualquer propaganda. 

Abril.com - É necessário que a equipe de marketing dos patrocinadores esteja sempre em contato com a equipe que trabalha nesses espaços?
Eduardo Tomiya - Sim, ela tem que ter a preocupação de direcionar tudo o que acontece lá. No Teatro Positivo, em Curitiba, por exemplo, dificilmente se apresenta algo popularesco. Em alguns casos, até são proibidas as vendas de bebidas alcoólicas por não se alinhar à proposta de valor da marca. Valores antagônicos não podem entrar de jeito nenhum. É preciso desenvolver formas de se monitorar o território delimitado da marca para saber até onde ela pode atuar e até onde ela não pode. 

Abril.com - Quais as diferenças entre pegar um espaço que já existe, como foi o caso do Cine Belas Artes, e tem uma tradição, e construir um lugar totalmente novo, que já nasce com o nome da empresa, como o Teatro Bradesco (no shopping Bourbon Pompéia, em São Paulo)?
Eduardo Tomiya - Um lugar que já tem uma tradição traz consigo atributos positivos e negativos. Nos Estados Unidos, é muito comum ver espaços que são verdadeiras plataformas de marketing. O ginásio de Los Angeles é uma licença de uma empresa privada. É preciso avaliar se vale mais a pena pagar para explorar um espaço pronto ou construir outro com o seu nome. É uma decisão de investimento como qualquer outra. Assim como quando alguma companhia nova quer entrar no mercado, ela pode comprar uma marca já existente e transferir valor, ou lançar uma do zero. Um espaço novo é uma página em branco que será construída da forma que a empresa quiser. Por outro lado, o investimento tem que ser maior.

Abril.com - Nessas associações, os ganhos para a empresa são só de valor de marca ou ela tem alguma participação na arrecadação?
Eduardo Tomiya - Depende do modelo de negócios escolhido pela empresa. Em geral, ela participa da receita, sim, numa proporção da bilheteria. Se for possível igualar a receita que se gera com seus custos, o resto é benefício para a marca. 

Abril.com - Com o fim do patrocínio a um cinema histórico da cidade, o HSBC pode sair arranhado dessa história?
Eduardo Tomiya - É difícil falar sem saber as circunstâncias dessa quebra de patrocínio. Como em qualquer negociação, sem informações oficiais, a gente não sabe quais são as variáveis envolvidas de um lado e de outro. Acho que as pessoas já estão “vacinadas” em relação a isso e não associam mais uma ruptura dessas a um erro da marca e não deixam de consumir por causa disso. Mas, de fato, a ruptura de um patrocínio não é das melhores coisas para a imagem de uma empresa.

Pais brasileiros são mais protetores

Fonte: Consumidor Moderno
Publicado 06 de agosto de 2010

Mães e pais mostram-se receosos quando o assunto é dar a seus filhos a oportunidade de experimentar algo novo em atividades que ofereçam desafios. De acordo com dados de uma pesquisa global realizada pela marca OMO, os pais brasileiros são os mais preocupados com a segurança dos filhos quando enfrentam riscos nas atividades fora de casa. Cerca de 82% dos entrevistados alegam que a preocupação de as crianças se machucarem é um impedimento na hora de deixá-las experimentar coisas novas, frente a 69% dos pais entrevistados na Argentina, França e Reino Unido.

Em contrapartida, as crianças anseiam cada vez mais por novas experiências e brincadeiras fora de casa – 31% das entrevistadas citaram: “estar ao ar livre” e “viajar a terras distantes” como atividades que sonhavam em fazer. No Brasil, “viajar a lugares distantes”, como Disney World, e fazer coisas simples, como “ir à praia”, lideram as preferências. Atividades mais radicais, como, por exemplo, mountain bike, também são desejos populares entre as crianças brasileiras pesquisadas (24%).

Os dados são resultado da pesquisa global “Tente Algo Novo”, encomendada por OMO, com 800 crianças, de 8 a 13 anos, acompanhadas dos pais, de quatro países – Brasil, Argentina, França e Reino Unido. O estudo analisou os sentimentos que pais e filhos compartilham ao dar às crianças a oportunidade de experimentar algo completamente novo.

De acordo com Jerome e Dorothy Singer, professores de psicologia da Universidade de Yale e coordenadores do estudo, é fundamental que as crianças vivenciem experiências novas que envolvam um certo risco, desde que com supervisão e regras claras. Segundo os especialistas, o fato contribui para libertar os pais para que, também, libertem os seus filhos dos medos excessivos e hábitos sedentários. “O estudo reforça a importância de dar às crianças a oportunidade de aprender pela experiência, mesmo que essa possa envolver um certo grau de risco aparente ou de exposição a comportamento inéditos. As crianças podem se sentir mais felizes quando expostas a novas atividades, porque encontram novidade, excitação e a chance de tentar, por elas mesmas, algo diferente do que as experiências que lhes foram dadas em casa”, afirma Jerome.

A pesquisa, desenvolvida para a nova campanha global de OMO, é uma continuação de um relatório anterior feito com 2.400 crianças de 16 países, incluindo o Brasil, sobre o papel do brincar através da experiência e cujos principais resultados demonstraram que as crianças no Brasil tendem a passar mais tempo dentro de casa e têm muito menos oportunidades de explorar a natureza. A pesquisa atual partiu para a análise de em que medida as crianças estão dispostas a se expor a novas atividades ao ar livre. No questionário, as atividades apresentadas às crianças incluíam algumas que envolvem um risco moderado (como andar de mountain-bike ou deslizar por uma ladeira escorregadia) e atividades não habituais (como trabalhar em uma fazenda ou cuidar de animais em um zoológico).

“Desde 2001 temos nos cercado de renomados profissionais e desenvolvido pesquisas globais e nacionais sobre a importância do brincar e do aprender pela experiência para a criança. Todas as pesquisas comprovaram que o aprender pela experiência, o se sujar e descobrir coisas novas são fatores primordiais para o desenvolvimento do potencial humano”, frisa Regina Camargo, gerente de marketing de OMO.

Sonhos simples

O aspecto comum em todos os países é o desejo de que as crianças têm de experimentar atividades novas e o sentimento de realização e satisfação que isto pode lhes proporcionar.  Quando pedido às crianças na Argentina, Brasil, França e Reino Unido que imaginassem qualquer coisa no mundo que podiam fazer, tal como visitar algum lugar diferente ou fazer algo extraordinário, o tipo mais popular de atividade foi viajar (31%). Elas sonhavam em viajar para lugares distantes, como Disney World ou América do Norte, assim também como visitar lugares mais perto de casa, como a praia. No entanto, os sonhos variam, podendo ir dos mais simples aos mais impossíveis.

No Brasil, cerca de 22% das crianças escolheram cuidar de animais no zoológico como a atividade que elas mais gostariam de experimentar. A preferência vai de encontro à média dos quatro países, que revela “passear em estrada de terra” e “praticar mountain-bike” as escolhas mais populares. Na Argentina, as crianças buscam por coisas simples, como jogar ao ar livre ou apenas estar com os amigos. Na França, a pesquisa revelou escolhas de grande imaginação com a maioria dos entrevistados optando por viajar a novos lugares, como espaço sideral, caminhar na Lua e visitar outros planetas. Já no Reino Unido, as crianças também optaram por atividades ao ar livre, como jogar futebol ou andar a cavalo.

“Com relação às crianças brasileiras, é interessante notar que o desejo por viagens é maior. Talvez isso se deva ao fato dos pais se auto definirem mais protetores de sua prole em relação às atividades fora de casa do que os demais. Em nossos estudos anteriores, vimos que crianças no Brasil tendem a passar mais tempo dentro de casa. Assim, um sonho de viagem parece natural”, explica Dorothy Singer, que ainda traça um comparativo entre as atividades escolhidas nos demais países.

“Na França, as crianças brincam mais fora de casa, onde a imaginação é muito utilizada. Assim, não é de surpreender que usem a imaginação para expressar os desejos em caminhar na Lua ou visitar outros planetas. A característica da cultura francesa também pode incluir maior ênfase na exposição das crianças a contos de fadas e aventuras exploratórias exóticas. No caso das crianças britânicas, andar a cavalo está muito relacionado  à história e às lendas do país, como a do Rei Arthur”.

Apesar das diferentes opiniões quanto às atividades escolhidas para uma experiência totalmente nova, os especialistas destacam a mentalidade das crianças na busca de alegria e satisfação em coisas simples da vida e o sentimento de realização que isto pode lhes proporcionar. Felicidade, liberdade, emoção e confiança são os sentimentos que se destacaram no questionário, quando as crianças pensam sobre desafios e novas aventuras.

Segundo o levantamento, as crianças sentem-se indestrutíveis ao tentar coisas novas e as emoções positivas dominam essas experiências: 63% das crianças dizem que quando vão além e provam algo novo sentem-se mais felizes. No Brasil, as crianças são significativamente mais propensas a sentirem-se mais felizes (76% contra. 63% do total) e livres (53% contra. 40% do total) do que a média dos quatro países pesquisados. As emoções negativas também são mais raras entre as crianças brasileiras, com apenas 9% de probabilidade de se sentirem nervosas quando se trata de experimentarem coisas novas, e 2% de probabilidade de sentirem medo. Estes estão a par com a média dos quatro países pesquisados.

Mães protetoras

Pelo levantamento global, 92% dos pais e dos profissionais infantis concordam que é essencial para o desenvolvimento das crianças incentivá-las a experimentar coisas novas e diferentes, inclusive no Brasil, onde 88% dos entrevistados concordam com a afirmação: 61% concordam “fortemente”, 27% concordam “um pouco” e apenas 5% “discordam” da afirmação.

Entretanto, os dados coletados identificam impedimentos para essa experimentação. Mais de 69% dos pais admitem que sua maior preocupação ao permitir que seu filho “vá além” e experimente alguma coisa nova é de que a sua criança se machuque. No Brasil, pais e profissionais infantis são mais propensos a dizer isto em relação à média dos quatro países pesquisados, com índice superior a 82%. Os entrevistados brasileiros também se preocupam significativamente mais em deixar as crianças experimentarem atividades que possam afastá-las de seus deveres escolares (31% contra.15% do total).

“Em nosso estudo anterior, dos diversos países da pesquisa, o Brasil ocupou o terceiro lugar entre as nações com altas taxas de criminalidade, de acordo com o Grupo Hiscox. Nós acreditamos que isso deve influenciar as preocupações das mães dos grandes centros. A falta de tempo para participar com seus filhos das atividades pode ser outro fator para esse impedimento. O mais interessante é que as crianças entendem isso e se importam em ajudar a reduzir essa preocupação dos pais”, complementam os especialistas. Segundo eles, os dados sugerem que as crianças brasileiras preferem compartilhar as novas experiências acompanhadas das mães (18% contra. 11% do total).

“Esse estudo comprova mais uma vez a necessidade das crianças engajarem-se em atividades que lhe ofereçam experiências novas. Uma maior disponibilidade de espaços de natureza, monitorados por adultos, encorajaria os pais a se libertarem e também a seus filhos dos medos excessivos e de hábitos sedentários. Uma característica importante da aprendizagem pela experiência em novas situações é que a criança é capaz de reconhecer que o medo é um componente natural no enfrentamento da novidade, mas que pode ser superado”, reforçam os professores Singer.

OMO

Com a missão global de “despertar o potencial humano  por meio  do desenvolvimento infantil”, desde 2001, OMO tem se cercado de renomados profissionais e desenvolvido pesquisas mundiais e nacionais sobre a importância do brincar no desenvolvimento da criança. Com base nesse conhecimento, a marca já promoveu cinco fóruns de discussão e já realizou três estudos fundamentais nessa área:

Pesquisa “A Redescoberta do Brincar”, 2007, realizada com pais e educadores de crianças em 77 cidades do Brasil.

Pesquisa Global “A infância na visão global das mães”, 2007, realizada em 10 países. Coordenação de Dorothy e Jerome Singer, doutores da Universidade de Yale (EUA).

Pesquisa Global “Tente Algo Novo”, 2010, realizada em quatro países. Coordenação de Dorothy e Jerome Singer, doutores da Universidade de Yale (EUA).

Segundo Regina Camargo, gerente de marketing de OMO, as pesquisas são fundamentais para o desenvolvimento de produtos e atividades da marca. “Uma das razões pelas quais, muitas vezes, os pais não dão liberdade para as crianças experimentarem algo novo e diferente está no receio de ter trabalho dobrado para lavar as roupas que certamente ficam sujas durante essas atividades. Com base nessas pesquisas, podemos desenvolver produtos que facilitem este importante processo de lavagem de roupas, dando mais segurança e liberdade às mães”, explica.

A pesquisa Global “Tente Algo Novo” faz parte da campanha de lançamento de novo detergente em pó – OMO Multiação Partículas de Extra-Limpeza, cujas ações de comunicação seguem o conceito do “experimentar algo novo”. Para isso, a campanha, que vai abranger filme, anúncios em revistas especializadas, merchandising, ações na internet, além de uma inovadora promoção nos pontos de venda nos quais consumidoras de todo o país terão a oportunidade de registrar novas experiências com os seus filhos.

Nota:

Metodologia da pesquisa “Tente Algo Novo”: 800 entrevistados cara a cara, realizado com crianças de 8-13 anos acompanhadas pelos pais em 4 países, utilizando os serviços de campo global da TNS. 200 entrevistas foram realizadas em cada país. Os países incluídos na pesquisa foram: Argentina, Brasil, França e Reino Unido.

TAM fecha acordo de fusão com a LAN

Fonte: O Estado de S. Paulo
Por Melina Costa, Patrícia Cançado e Paula Pacheco
Publicado em 13 de agosto de 2010

Negócio cria a maior companhia aérea da América do Sul, com uma receita combinada de U$ 8,4 bi, operação em 23 países e cerca de 40 mil funcionários

A brasileira TAM e a chilena LAN anunciaram na sexta-feira, 13, um acordo de fusão para criar a LATAM, maior companhia aérea da América do Sul, com uma receita combinada de U$ 8,4 bilhões, operação em 23 países e cerca de 40 mil funcionários.

tam_Lan

Segundo o acordo, a TAM terá o capital fechado no Brasil e na Bolsa de Valores de Nova York. Essa foi uma das condições para o fechamento do negócio, segundo fontes próximas à negociação. As ações da empresa brasileira serão trocadas por papéis da LAN, que passará a se chamar LATAM. Essa nova empresa, por sua vez, terá capital aberto na BMF Bovespa e continuará negociada na Bolsa de Valores do Chile e manterá suas ADRs em Nova York. Segundo o Estado apurou, 70,67% da nova empresa pertencerá à acionistas da LAN e 29,33%, da TAM.

A sede da LATAM será no Chile. O acordo prevê que cada ação da TAM valerá 0,90 ação da LAN. Na sexta, as ações com direito a voto fecharam cotadas em R$ 31,01, uma alta de 18,99%. As preferenciais valiam R$ 36,92. No Chile, os papéis da LAN ficaram em US$ 27,45, mas as negociações foram suspensas diante do anúncio da fusão.

No desenho final, a família Amaro, atual controladora da TAM, passa a deter cerca de 15% da LATAM. Já a família Cueto, que controla a empresa chilena, deverá ter em torno de 20%. Os porcentuais finais ainda dependerão da adesão dos acionistas da TAM a um OPA (Oferta Pública de Ações) da companhia.

Na TAM, que passa a ser uma companhia fechada, a composição acionária será diferente. O controlador (família Amaro) manterá os 80% do capital votante. A LAN ficará com apenas 20% do capital votante (limite legal brasileiro), mas com 80% das ações preferenciais. O acordo, no entanto, prevê direito de veto dos minoritários (no caso, a LAN). Já está acertado também que, no caso de mudança da legislação brasileira – que pode aumentar a participação estrangeira nas companhias aéreas dos atuais 20% para 49%, – a LAN poderá comprar mais ações.

Gestão

Tanto a TAM como a LAN terão administrações separadas. As duas marcas serão mantidas. Já a gestão da LATAM será compartilhada. Mauricio Rolim Amaro, atual vice-presidente do Conselho da TAM, será presidente do Conselho da nova empresa. Enrique Cueto, atual vice-presidente da LAN, será presidente executivo da LATAM. Marco Bologna continuará como diretor presidente da TAM e Líbano Barroso permanecerá na presidência da TAM Linhas Aéreas.

A operação terá de ser submetida aos órgãos regulatórios dos dois países. No Brasil, a avaliação será feita pela Anac e pelos órgãos de defesa da concorrência. Por enquanto, o acordo está registrado em um memorando de entendimento. O martelo só será batido após adesão dos acionistas minoritários da TAM. O negócio não envolve desembolso de dinheiro pelas partes.


Toy Story: sucesso de bilheteria e de marketing

Fonte: Portal Exame
Por Rayane Marcolino (Mundo do Marketing)
Publicado em 04 de agosto de 2010

A história sobre o que acontecia com os brinquedos de Andy quando ele não estava por perto começou a ser contada em 1995. Desde lá, o cowboy Woody, o astronauta Buzz LightYear e seus amigos como o Senhor Cabeça de Batata e o Slinky Dog conquistaram crianças de todo o mundo.

Hoje, a terceira edição da animação leva aos cinemas quem era pequeno há 15 anos, conquista novos espectadores e faz sucesso também entre o marketing das empresas.

Lançado no Brasil em junho em versão em 3D, Toy Story 3 já reuniu mais de três milhões espectadores, segundo informações do site Filme B. Com tanto sucesso de bilheteria, os personagens da animação não ficaram limitados à telona e podem chegar às casas de consumidores por meio de marcas como Adidas, Dr Oetker, Long Jump e Estrela, que pegaram carona na produção para ampliar seus portfolios de produto e garantir mais lucro.

A expectativa do sucesso partiu da própria Disney que investiu mais em ações de marketing para esse lançamento do que o comum. Um evento realizado pela empresa no ano passado reuniu representantes de indústrias dos segmentos escolar, alimentar e entretenimento para a exibição das primeiras cenas do filme. Entre outras iniciativas, a Disney também montou uma brinquedoteca com a temática da animação durante a Casa Cor São Paulo, onde também era exibido um trailer.

Brinquedos são os mais licenciados

A Disney também promoveu doação de brinquedos para instituições. Entre as empresas parceiras da ação estava a Long Jump, que tem produtos licenciados como a maior parte de seu portfolio. A marca já tinha um Lap Top com decoração sobre Toy Story e lançou este ano quatro modelos de pelúcias em dois tamanhos cada, Kit e Estojo de Pintura e lanternas que projetam imagens de personagens.

“Os personagens principais de Toy Story já são considerados clássicos, por isso a maior parte dos itens deve permanecer nas lojas mesmo depois que o filme sair do cinema”, garante Renata Tereto, gerente de marketing da Long Jump. A marca venderá ainda um Walk Talk e miniaturas colecionáveis que serão lançadas quando o filme chegar em DVD. “A Disney faz uma promoção muito grande dos DVDs na televisão, por isso as crianças compram, assistem várias vezes e ficam com os personagens na cabeça”, explica a profissional.

A Estrela também aposta no licenciamento de Toy Story como a ação de maior sucesso em 2010, superando os lucros de produtos inspirados em Shrek e Iron Man. Desde meados de julho, a empresa disponibilizou nas lojas 300 mil unidades dos produtos que deverão estar à venda até o Natal. “Os itens dessa linha servem para crianças de três anos a adolescentes e jovens adultos, assim como o público do Toy Story, que se formou nesses 15 anos”, explica Aires Leal Fernandes diretor de marketing da Estrela.

Dos 260 lançamentos da Estrela neste ano, 15 levam a marca Toy Story entre novidades e adaptações de jogos tradicionais, como Jogo da vida e Tapa Certo. “Os clássicos são nossa grande promessa porque juntam duas grifes em um só produto”, afirma Fernandes.

Em um segmento diferente, mas também de olho no sucesso de Woody e de seus amigos, a Adidas lançou em junho uma coleção inspirada nos personagens do filme. As peças infantis vão desde sapatos a roupas para meninas e meninos. “A coleção foi desenvolvida não só para levar a imagem dos personagens, mas também para carregarem a personalidade deles”, afirma Paulo Ziliotto, gerente de comunicação da marca no Brasil. O calçado do Buzz LightYear, por exemplo, tem as três listras tradicionais da marca brilhantes em alusão ao raio laser do astronauta.

Estas parcerias são comuns no dia a dia da Adidas, como as realizadas com a estilista Stella McCartney, a montadora Porsche e a Disney. “Essas iniciativas são muito importantes porque renovam nossa marca, ainda mais quando se trata de assuntos tão atuais quanto Toy Story”, garante Ziliotto sobre a coleção que deve ficar nas lojas até outubro. “A Disney também se beneficia porque comprar produtos com sua marca permite às crianças tangibilizarem os personagens”, aponta.

Interatividade em embalagens e outras ações

Já no segmento de alimentos, a Dr.Oetker lançou embalagens interativas, com desenhos que remetem ao filme e passatempos e brindes colecionáveis, nos 38 produtos da categoria de sobremesas pré-prontas. O kit de gelatinas da marca vem em uma embalagem diferente, que vira uma maletinha para as crianças. A companhia também desenvolveu no site Clubinho Dr. Oetker brincadeiras sobre o filme e uma promoção que deu ingressos para o longa.

Assim como a Dr.Oetker, a Renner realizou uma promoção semelhante. A rede de lojas de roupas deu pares de ingressos para consumidores que gastaram mais de R$ 70,00 em compras na sessão infantil. A Long Jump também distribuiu ingressos para promover sua linha de produtos.

A marca deu um par de convites e uma pelúcia do Woody para o autor da melhor resposta à pergunta “O que você vai fazer com seus brinquedos quando crescer?”. “Costumamos fazer esse tipo de promoção para ativar nossos produtos, mas a do Toy Story teve um retorno muito maior do que o comum”, explica Renata.