Fonte: The Wall Street Journal
Por Peter Wonacott
Com a chegada da Copa do Mundo em junho na África do Sul, a máquina de marketing da Fifa e suas rígidas regras sobre uso de marcas registradas estão colidindo com empresas tanto grandes quanto pequenas.
Quando a Kulula.com, uma aérea de baixo custo da África do Sul, quis vender voos para cidades que vão sediar jogos da Copa do Mundo, a empresa lançou um anúncio no qual se definia como “A companhia aérea nacional não oficial da ‘Você-sabe-o-quê’”. O anúncio mostrava um jogador de futebol, bolas de futebol e a bandeira sul-africana.

Samantha Reinders para The Wall Street Journal
Vendedores de rua da África do Sul como este, que ganha mais com camisas de times, podem levar cartão vermelho
Impedimento, apitou a Fifa, a Federação Internacional de Futebol Associado. Advogados da organização que rege o futebol mundial acusaram a Kulula de “marketing de emboscada”, dizendo que o anúncio associava ilegalmente a empresa aérea com a marca registrada “Copa do Mundo da Fifa África do Sul 2010″.
A advertência legal fez a Kulula revisar seu anúncio. Entre outras mudanças, substituiu as bolas de futebol por uma bola prateada de discoteca, trocou a bandeira por um apito e tirou as chuteiras e as meias do jogador.
A Fifa informa estar investigando mais de 400 casos relacionados a infrações de marcas registradas na África do Sul. Com isso, suas regras sobre que empresas podem vender mercadorias perto dos locais das partidas estão entrando em choque com as pequenas empresas e vendedores ambulantes da África do Sul.
A questão é especialmente preocupante no país, que tem uma das disparidades de renda mais acentuadas do mundo e uma taxa de desemprego de quase 25%. Muitos pobres tomam as ruas para ganhar a subsistência, vendendo de espanadores a camisetas de futebol falsificadas, nas calçadas e junto às janelas dos carros.
Esta será a primeira vez que a Copa do Mundo é disputada em solo africano, fato que visa não só a ressaltar a natureza global do esporte, mas também reconhecer as economias emergentes do continente. O governo sul-africano embarcou em um enorme programa de construção de estradas, ferrovias e estádios para preparar o país para receber o afluxo de visitantes, despertando a esperança de novos empregos e um aumento no crescimento econômico.
O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, disse que custou US$ 1 bilhão para levar a Copa do Mundo à África do Sul, e contratos de patrocínio exclusivo foram necessários para financiar o evento. É por isso que a Fifa está trabalhando com a polícia e as autoridades para afugentar o marketing de emboscada, disse.
Patrocinadores como Adidas AG, Coca-Cola Co. e a aérea Emirates podem vincular suas marcas ao torneio e aos símbolos oficiais dele. Embora a Fifa não revele os valores dos patrocínios, um veterano do setor que conhece os preços atuais diz que alguns patrocinadores estão pagando de US$ 250 milhões a $300 milhões por um contrato de oito anos, ou de US$ 30 milhões a US$ 40 milhões por ano.
A Fifa afirma que os negócios vinculados à Copa do Mundo vão se espalhar para muito além das grandes empresas. Ela cita uma pesquisa da consultoria Grant Thornton LLP estimando que quase meio milhão de visitantes irão à África do Sul para a Copa do Mundo, gerando cerca de US$ 2,6 bilhões em receitas fiscais e criando aproximadamente 415.000 postos de trabalho.
Mas em algumas cidades autoridades sul-africanas estão enfrentando a ira de pequenas empresas que se sentem marginalizadas pelo grande evento. A Fifa está trabalhando com a polícia para impedir as vendas e a publicidade não autorizadas em torno dos estádios, em chamadas zonas de exclusão, que variam de meio quilômetro a três quilômetros, dependendo do estádio.
Em Joanesburgo e na capital, Pretória, os camelôs se queixaram de que não poderão se instalar perto dos estádios em áreas de trânsito mais intenso de pedestres, segundo David Cote, de Pretória, membro dos Advogados pelos Direitos Humanos. Na Cidade do Cabo, dezenas de vendedores de frutas e verduras estão em pé de guerra por terem sido expulsos das bancas de rua, como parte de uma operação de limpeza em toda a cidade antes do torneio. Eles advertem que farão protestos e boicotes de vendas durante a Copa.
“Nós não vamos colher os benefícios de todas essas pessoas que virão”, declarou Uthmaan Rhoda, falando para dezenas de outros produtores de frutas e verduras da Cidade do Cabo, em uma reunião dedicada à recente “crise”. Mas acrescentou: “Como comerciantes, podemos tornar a Copa do Mundo impossível para eles.”
As autoridades sul-africanas envolvidas na Copa do Mundo dizem que os ambulantes precisam se adequar às regras do evento, como fazem os comerciantes de outros lugares. “A maneira como eles vendem seus produtos normalmente não é a mesma de quando é a Copa do Mundo”, diz Rich Mkhondo, porta-voz do Comitê Organizador da Copa do Mundo Sul-Africana.
Mas essa adequação não vai ser fácil, em especial para os que pertencem à enorme classe pobre do país. Ester Nongauza, que tem uma banca de lanches e cigarros, junto com o filho, na estação ferroviária da Cidade do Cabo, desconfia que não poderá vender ali durante a Copa do Mundo, já que fica perto de um parque destinado aos torcedores. “Se ficarmos em casa, não temos nada”, diz.
(Colaborou Matthew Futermann, de Nova York)


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O improvável, no entanto, aconteceu, e os chinelos de tiras tipicamente brasileiros conquistaram os endereços mais chiques do mundo. “Antes, a classe A só usava Havaianas para evitar choques no chuveiro. Atualmente, atendemos todas as camadas sociais, inclusive as mais ricas“, afirma Márcio Utsch, diretor-presidente da Alpargatas, empresa que é dona da Havaianas e de outras sete marcas esportivas.
No Espaço Havaianas, na Oscar Freire, o par custará de R$ 49,90 a R$ 74,90. Algo distante dos R$ 7 cobrados pelo modelo mais básico da sandália, que fez a fama da marca em todo o mundo. “O principal objetivo da linha é ampliar o uso da grife no inverno e aproximar a marca do luxo, de forma atraente e acessível“, diz Utsch.
A Fiat, maior grupo empresarial da Itália, anunciou ontem que o herdeiro da família Agnelli e vice-presidente da empresa, John Elkann, de 34 anos, está assumindo a presidência. O anúncio alimentou especulações a respeito de uma possível cisão da divisão de automóveis do grupo.
Com penetração de cerca de 57% em todas as classes sociais, o reposicionamento de Seda garantiu um incremento de 2,3 pontos no market share e foi responsável por um aumento da participação da classe AB. De acordo com um levantamento desenvolvido pela Kantar Worldpanel, desde julho, um milhão de novos lares começaram a consumir a marca.
Foi o que a Seda buscou ao associar seus produtos ao universo fashion. “Escolhemos a moda por duas razões. Primeiro porque cada vez mais o calendário de cabelo segue o de moda. Segundo porque o universo da moda ajuda a construir um reposicionamento mais premium da marca”, conta o Diretor de Marketing da Unilever. Entre as ações realizadas com foco no mundo fashion destaca-se um salão-conceito montado na Rua Oscar Freire. A iniciativa realizada entre agosto e outubro teve como objetivo aproximar a marca dos consumidores e apresentar os novos produtos. No Seda Urban Salon, as convidadas recebiam um diagnóstico capilar e tinham seus cabelos tratados com a nova linha de Seda.

O sucesso da primeira quinzena da parceria entre Flamengo e Olympikus, que entrou em vigor no dia 1° de julho, embalou o sonho da marca esportiva no futebol. Identificada com o vôlei, a patrocinadora oficial do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) está de portas abertas para incluir outros clubes em seu portfólio.