Louis Vuitton construirá hotel de luxo no Brasil

Fonte: Época Negócios
Por Marcos Todeschini, de Courchevel, na França

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O grupo LVHM, controlador de marcas de luxo como Louis Vuitton, tem planos de abrir um hotel de luxo no Brasil, além de outras sete cidades do mundo. O anúncio foi feito por Céline Kay, diretora do Le Cheval Blanc, o primeiro (e até agora único) hotel do grupo no mundo, situado na estação de esqui de Courchevel, na França.

Sem mencionar em qual cidade deverá ser construído, Céline diz que o Brasil está na mira do grupo, levando em consideração a relevância econômica do país e a representatividade da classe alta brasileira. “Temos certeza de que replicar nosso formato de hotel de luxo no país terá uma boa aceitação. Mas num formato tropical, é claro”, diz.

O formato em questão consiste em fazer de um hotel uma espécie de porta-bandeiras para as marcas da LVMH e ser uma referência entre os lugares de hospedagem de luxo. Situado a 1850 metros de altura e ao lado de grandes estações de esqui, os quartos são frequentados não por quem quer, mas por quem pode pagar. A média de preços do hotel é de 2500 euros – por dia. Mas ele também tem a façanha de abrigar um dos quartos mais caros do mundo, cuja diária custa 33 mil euros (cerca de R$ 70 mil).

LV2Entre as extravagâncias do Le Cheval Blanc, imerso entre as montanhas de neve dos alpes, está um colar gigante colocado na frente da fachada. Todo feito em cristais, ele é uma escolha do próprio Bernard Arnault, o sócio majoritário do grupo LVMH.

Arnault entrou no ramo da hotelaria por acaso. Ele comprou um velho hotel na cidade de Courchevel para passar algumas semanas durante o inverno para esquiar. Como a lei local não permite que os prédios ocupados por hotel sejam de propriedade privada, ele decidiu fazer do edifício um hotel de luxo aberto ao público. A suíte principal é frequentada por ele durante uma semana da temporada de inverno. O restante do tempo, o quarto fica alugado.

São 650 metros quadrados, entre os quais se encontram luxos de toda a sorte. O hóspede conta com uma pessoa para desfazer as malas e arrumar tudo de novo na hora de ir embora. Também conta com elevador privado, máquina de café espresso, um mordomo exclusivo, uma sala de esqui e uma sala especial para crianças.

Mais brilho a seda

Fonte: Istoé Dinheiro
Por Adriana Mattos

seda1Em setembro do ano passado, um grupo de dez renomados cabeleireiros brasileiros passou uma semana em Nova York Londres. Eles foram conhecer famosos como Rita Hazan e Thomas Taw, os “hair stylists” das celebridades, experts em coloração e hidratação dos fios. Tudo pago pela Seda, a principal marca da Unilever nesse setor. Por aqui, na mesma época, a empresa alugou um espaço na rua Oscar Freire, em São Paulo, para montar um salão de beleza destinado a divulgar o produto. Nos últimos três meses, 45 profissionais atenderam mais de 2,2 mil pessoas. Essas foram algumas das curiosas iniciativas bancadas pela Unilever para interromper a curva descendente de vendas do xampu no País. Em 2009, os produtos com a marca Seda registraram a maior perda de participação de mercado de sua história. O motivo, segundo detectou a Unilever, era a mudança do perfil socioeconômico dos brasileiros. “A renda da população melhorou e a classe C passou a exigir produtos de melhor qualidade ou mais sofisticados”, diz Ivan Pinto, professor da ESPM. “O problema é que a percepção da linha Seda era a de uma marca muito popular.”

O Brasil foi o País escolhido como a primeira praça-teste para o relançamento do produto. A conta tinha valor definido: R$ 125 milhões em toda a ação, da mudança na embalagem a gastos com novas, e mais caras, matérias-primas para a linha para cabelo. O alívio veio agora, dez meses após o início das primeiras ações de mudança. Dados da ACNielsen mostram que a participação de mercado da marca Seda em xampus (em valor) passou de 27,6% para 29,1% em apenas quatro meses, de setembro para dezembro passado. Em termos financeiros, o crescimento trouxe para o caixa do grupo, desde setembro, cerca de R$ 40 milhões. Com esse montante, a Unilever já paga todo o investimento em mídia (no valor de R$ 25 milhões) que está sendo feito. “Queríamos reposicionar a marca sem perder o consumidor da classe C”, diz Adriana Yamamoto, gerente de marketing de Seda. “A Unilever não se aventurou a dar apenas uma maquiada no produto, e fez mudanças mais profundas. Mas é preciso ver se a expansão se consolida em 2010″, diz Ivan Pinto, que também foi executivo da Unilever durante 11 anos.

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As mudanças planejadas pela Unilever envolveram desde o desenvolvimento de uma nova embalagem até a alteração da textura do líquido, que passou a ser mais consistente. Isso tudo resultou, como era de se esperar, no aumento do preço do xampu, em torno de 15%. Em relação à fórmula, a multinacional teria adicionado mais zinco e queratina ao produto. Essas alterações foram feitas em conjunto com uma nova campanha de marketing, que buscou posicionar a marca numa categoria mais sofisticada. Além disso, também foram definidas ações específicas em todos os canais de venda de Seda, como farmácias, supermercados e atacadistas. O exemplo brasileiro foi tão bem-sucedido que o pacote de ações deve ser exportado. A Unilever vai mudar todo o produto no México e já começou esse mesmo trabalho na Argentina.

Fujitsu reclama nome iPad depois do lançamento da Apple

Fonte: IOL

O lançamento do novo «brinquedo» da Apple foi esta quarta-feira. Menos de 24 horas depois, a Fujitsu veio reclamar o registo do nome iPad em 2003, avança o «Times Online».

De acordo com o jornal, a empresa japonesa já tinha utilizado o mesmo nome para dispositivos portáteis utilizados para monitorizar os níveis de «stocks» das lojas, enquanto aguardava pela autorização do departamento de patentes dos EUA.

Por ora, a Fujitsu está a ponderar se recorre a tribunal. Os advogados desta marca adiantaram que ainda não foram contactados pela Apple para tentarem um acordo.

Fujitsu não é a única

Mas a Fujitsu não é a única. Também a Siemens e a marca de lingerie Coconut Grove usam este nome.

A Apple pode argumentar que o seu novo tablet PC é um produto bem diferente daqueles já existentes e que, portanto, abrange mercados diferentes.

Semelhante polémica já aconteceu entre a Apple e a Cisco por causa do iPhone.

O iPad chega às lojas portuguesas em Março. Os preços variam, actualmente, entre os 499 e os 699 euros.

Branding e sua relação com Inteligência de Mercado

Por Rodrigo Mazuchowski

Foto_RodrigoO processo de branding, como sabemos, possui uma complexidade própria na qual em muitos momentos é mal compreendida pelas organizações e interpretada como uma releitura de logotipia. O processo de branding, que entendo, tem em suas etapas iniciais a fase de sensibilização dos dirigentes para alertá-los de sua importância, complexidade e necessidade de envolvimento destes. Pois em um projeto como esse, será estudado, mapeado, avaliado e analisado um conjunto de características que envolvem posicionamentos, percepções de diversos públicos, estratégias, comunicação, produtos e valores da empresa e seus concorrentes.

Com essa gama de avaliações, o resultado esperado é a recomendação de um caminho que deve gerar vantagem competitiva sustentável nos próximos anos. Ae sim, uma das diversas formas de concretizar os valores, posicionamentos e estratégias de uma marca é através do trabalho da logotipia.

Mas o quê isso tudo tem a ver com uma área de Inteligência de Mercado?

A relação é que uma área de IM (Inteligência de Mercado) precisa apoiar o processo de desenvolvimento de um projeto de branding, assim como o resultado das implementações e recomendações deste projeto são insumos diários que passarão a nortear o processo de IM de uma empresa. Uma área de IM é importante no apoio de um projeto de branding, pois através dessa área que serão fornecidos os principais insumos para análises ou é essa área que poderá realizar em conjunto com o grupo responsável pelo projeto, estudos de mercado que se façam necessários.

Insumos essenciais da área de IM que servem de subsídios para branding, são na verdade resultados de atividades inerentes a essa atividade como, por exemplo:

- Monitoramento e análises mercadológicas de seus concorrentes e produtos/serviços;

- Pesquisas de mercado envolvendo percepções de atributos de valor e imagem da organização e da concorrência;

- Estudos e análises de tendências comportamentais (hábitos, atividades e lazer de públicos)

- Monitoramento e análises de possíveis novos entrantes e produtos substitutos.

Obviamente que, ao longo do tempo, com a implementação e consolidação de estratégias, posicionamentos e comunicações que a empresa passa a adotar pós um projeto de branding ocasiona consequencias ao mercado. São um conjunto de ações que obterá uma reação do mercado e dos concorrentes. Cabe nesse processo, a área de Inteligência ter atividades que permitam/ajudem os tomadores de decisão a anteceder as (re)ações da concorrência, as evoluções das práticas de mercado e tendências dos mercados, identificando novas frentes/oportunidades de mercado, assim como novas ameaças resultantes desse processo.

Isso tornaria todo esse conjunto de atividades de médio e longo prazo, em um grande ciclo que deve ser renovado conforme a natureza do negócio da empresa e a velocidade de seu mercado.

*Rodrigo Mazuchowski – Gerente de Inteligência de Mercado da RPC – Rede Paranaense de Comunicação – maior grupo de comunicação do Paraná, líder e atuante nos segmentos de TV, jornais, rádios e internet. Graduado em Administração de Empresas pela PUC-PR, com especialização em Planejamento Estratégico e Gestão de Negócios pela FAE Business School. Com 12 anos de experiência atuando em áreas de marketing, pesquisas e inteligência de mercado.

GM acerta venda da Saab para Spyker Cars

Fonte: Abril

gm1A montadora de carros General Motors (GM) anunciou, nesta terça-feira (26), um acordo para vender a marca sueca Saab. Segundo a Bloomberg News, a empresa holandesa de automóveis esportivos Spyke Cars efetuará a compra.

De acordo com o canal de notícias, a marca da Holanda pagará US$ 74 milhões em dinheiro pela Saab.  O restante de US$ 326 milhões será dividio em parcelas.. Além disso, o acerto prevê ações resgatáveis para a GM,  que representará irrisórios 1% dos direitos de voto de capital da empresa sueca.

Segundo a montadora holandesa, o negócio deverá ser concretizado no próximo mês. Para ajudar no aporte financeiro, o Banco Europeu de Investimentos, fará um crédito de 400 milhões de euros para a Spyke Cars.

Anteriormente, a Spyke já havia tentado efetuar a compra da Saab, mas sem a ajuda do governo sueco, o acordo não foi fechado.

Com isso, a marca consegue se reerguer após beirar a falência. A GM já estava com o plano de fechamento da fábrica em curso, pois não conseguia chegar em um acordo satisfatório para a venda.

No último fim de semana, centenas de donos de carros da empresa sueca fizeram protestos em Detroit e no país Europeu contra o abandono da GM. Os proprietários queriam quea Saab  fosse vendida para que a marca não acabasse.

NOTÍCIA COMPLEMENTAR

Fonte: Carro Online
Por:
Márcio Murta / César Tizo

GM anuncia venda da Saab para Spyker

De acordo com nota oficial divulgada à imprensa o Grupo General Motors informou ter alcançado um acordo para vender sua subsidiária sueca Saab para a Spyker. A Saab, que já teve como interessado pelas suas ações a conterrânea Koenigsseg, será vendida para a empresa holandesa, que receberá uma linha de crédito do Banco Europeu de Investimento para concretizar a aquisição.

“Hoje anunciamos uma ótima novidade para os colaboradores, distribuidores e fornecedores da Saab, uma ótima novidade para milhões de clientes da Saab ao redor do mundo e uma ótima novidade para a GM”, disse John Smith, vice-presidente de planejamento e alianças da corporação GM. “A General Motors, Spyker e o governo sueco trabalharam duramente e criativamente para uma negociação que irá assegurar um futuro sustentável para esta única e icônica marca, e nós estamos felizes com resultado”, afirmou Smith.
O desfecho coloca fim à “novela” que começou no fim do ano passado e caminhava para o fechamento da Saab, como a própria GM havia anunciado em dezembro com o fim da primeira rodada de negociações envolvendo a Spyker. Pelo menos para tentar estabilizar a situação financeira da Saab durante o impasse que prosseguia, a GM chegou a vender para a chinesa BAIC alguns direitos de propriedade intelectual sobre produtos e tecnologia da companhia europeia.
Como parte do acordo realizado, a Spyker formará uma nova companhia chamada de Saab Spyker Automobiles. Negociações, acertos de contrato e termos de compromisso estão em andamento e serão mediados pelo governo da Suécia. Segundo a GM, os últimos acertos deverão ser finalizados até a metade do próximo mês. Por uma medida acordada entre as partes, até que todos os detalhes do contrato sejam definidos a Saab terá sua produção congelada. Nenhuma informação sobre o valor da negociação, entretanto, foi revelada.

Kraft no mundo das guloseimas

Fonte: Istoé Dinheiro
Por Rosenildo Ferreira

cadbury1O segmento de balas, guloseimas e chicletes no Brasil tem novo dono. Desde terça-feira 19, quem dá as cartas neste setor é a americana Kraft Foods. Conseguiu isso ao desembolsar US$ 19,5 bilhões pelo controle da britânica Cadbury Adams. A transação, que ainda depende de alguns poucos arranjos societários para ser concretizada, terá impacto imediato no Brasil. Especialmente para a Kraft, que trava um duelo no mercado de chocolates com a arquirrival Nestlé-Garoto. Graças à Cadbury Adams, os americanos terão à disposição um espaço maior nas gôndolas dos supermercados, além de dominarem a frente de caixas de padarias e lojas de conveniência. É nesse ponto estratégico que são atulhados drops, gomas de mascar e balas que integram o portfólio da Cadbury Adams e lhe renderam R$ 1 bilhão em sua operação brasileira em 2009. No Brasil, a Kraft possui vendas em torno R$ 4 bilhões. Com a aquisição, a Kraft ganha poder de barganha, pois passa a oferecer uma gama maior de produtos – e isso amplia em muito seu poder de negociação diante dos varejistas.

Como o negócio ainda está em andamento, os dirigentes locais da Kraft evitam falar sobre os possíveis impactos por aqui. Dizem, contudo, que os planos traçados até então serão mantidos. “Nossa prioridade continua sendo crescer no Brasil”, destaca Fabio Acerbi, diretor de assuntos corporativos da Kraft Foods do Brasil. “Apesar das evidentes vantagens que a incorporação da Cadbury trará para a Kraft, a união, na prática, poderá não ser tão fácil quanto se imagina”, pondera o consultor Lucas Copelli, sócio-diretor da Vallua Consultoria e Gestão. Os americanos têm obsessão por resultados de curto prazo. Por conta disso, são mais ágeis na tomada de decisão. Já o estilo britânico de trabalhar privilegia o planejamento de longo prazo.

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Para crescer na faixa de dois dígitos por ano, a Kraft implementou uma política agressiva, baseada em lançamentos. Apenas em 2009 foram colocadas no mercado brasileiro 41 novos produtos, especialmente nas linhas de chocolates e de biscoitos. Com a Cadbury, será possível não só manter como ampliar esse ritmo.

Notícia Complementar:

A ciência de vender chiclete

Fonte: Época Negócios
Por Marcos Todeschini
Há um clima de seriedade no ar. Ele contrasta com a sala descontraída, decorada com sofás brancos, pufes coloridos e balões pendurados na parede, nas cores azul, amarelo e verde. Qualquer semelhança com a bandeira do Brasil não é mera coincidência – é demarcação de território. A sala pertence à filial brasileira da maior fabricante de chicletes e confeitos do mundo, a britânica Cadbury. Uma gigante de R$ 28 bilhões, é dona de marcas como Bubbaloo, Trident, Halls e Chiclets, que virou sinônimo de goma de mascar. A operação no Brasil é uma das mais bem-sucedidas das 35 filiais mundo afora. E é no interior de salas festivas e coloridas que surgem muitas das ideias que serão implementadas pela empresa por aqui e lá fora. Numa delas estão reunidas 16 pessoas cuja opinião é crucial para a definição dos negócios para o próximo ano, como sabores a serem lançados, estratégias para vencer a concorrência e até o website que será colocado no ar durante a Copa do Mundo de 2010.
Numa das paredes, uma funcionária mostra um projeto de site, depois outro e mais outro. Todas são convidados a opinar. Uma diz: “Acho que vocês abusaram das cores quentes”. Outra desdenha: “Você percebe de longe que este desenho é computadorizado”. Uma terceira é enfática: “A primeira versão está poluída de informações”.

Cores quentes, desenho computadorizado, poluição de informações. As respostas mostram que aquela turma sabe do que está falando. Mas o que chama a atenção é o fato de ninguém daquele grupo de “especialistas” ter mais de 14 anos de idade. São crianças selecionadas em escolas particulares de São Paulo para fazer parte da Galera Bubbaloo. Elas se reúnem uma vez a cada dois meses em encontros que duram uma tarde inteira, orientados por profissionais e psicólogos que, prancheta em punho, anotam tudo o que dizem. Os selecionados têm um perfil específico: são bons alunos, têm influência entre os amigos, estão altamente conectados – e, claro, estão sempre com um chiclete na boca.

Por causa disso, seus palpites valem ouro. O grupo ajuda a Cadbury a saber quais novidades podem dar certo e no que apostar. Serve ainda como termômetro para apontar as gírias, as tendências e os assuntos mais falados entre garotos e garotas na faixa de 12 a 14 anos. “O objetivo maior é fazer com que nossos consumidores sejam também nossos fãs”, diz Oswaldo Nardinelli, presidente da Cadbury no Brasil.

Quando quer conhecer melhor o consumidor e antecipar as próximas tendências, a maior parte das empresas parte para duas frentes. De um lado, encomendam pesquisas quantitativas, que submetem um grande número de entrevistados a perguntas objetivas. De outro, apostam nos levantamentos qualitativos, que geralmente acontecem em uma sala espelhada. Atrás do vidro, diretores e gerentes veem como o consumidor interage com o produto. A Cadbury deu um passo adiante nesse processo. Além das pesquisas convencionais, a área recorre também a “grupos de imersão”, dos quais faz parte a Galera Bubbaloo. Neles, as pessoas interagem num ambiente mais próximo da vida real, algo difícil de obter em um laboratório com paredes espelhadas. No lugar de reunir estranhos durante algumas horas, os escolhidos se encontram com regularidade, formando uma turma de amigos. “Eles são nossos olhos e ouvidos dentro de sua faixa etária. Os encontros nos ajudam a ter um entendimento profundo do público-alvo”, diz Alberto Kok, responsável pelo Consumer & Business Insights, departamento em que são feitas as pesquisas de imersão para a América do Sul.

O Consumer & Business Insights está subordinado à diretoria de marketing da Cadbury e existe em todas as filiais da empresa no mundo. Há liberdade total para trabalhar e tudo o que é realizado em um país está acessível aos demais. A equipe brasileira desenvolveu a metodologia para as pesquisas de imersão. Deu tão certo que no ano que vem ela deverá se estender a outros três países. A tarefa de Kok e dos três integrantes de sua equipe é bem clara: fazer um raio X dos consumidores e gerir novas ideias.

Uma área como o Consumer & Business Insights tem papel-chave para imprimir dinamismo ao processo de inovação, fundamental em empresas como a Cadbury, em que 20% do faturamento anual provém de produtos lançados no ano. Como os encontros ocorrem a cada dois meses, é possível testar e colocar à prova quaisquer novas ideias de maneira muito rápida. E também ter uma resposta imediata sobre o que acontece no mundo de seus consumidores. “Eles nos chamam no MSN até para contar coisas bem pessoais, como o primeiro beijo”, diz Ana Amélia De Cesaro, da Play, consultoria de pesquisa contratada para dar apoio à área.

O império das marcas

Fonte: Exame
Por Marcelo Onaga

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Nos últimos anos, a economia brasileira passou por profundas transformações - quase todas para melhor. A estabilidade é hoje algo que nem mesmo os esquerdistas mais raivosos colocam em questão, o país atingiu o grau de investimento, o mercado de capitais tornou-se um dos mais pujantes do mundo, o acesso ao crédito ficou mais fácil e barato. A combinação desses fatores fez surgir o que alguns economistas já chamam de “novo capitalismo brasileiro”, um período de formação de grandes companhias nacionais aptas ou dispostas a competir com algumas das maiores corporações globais. “É um momento inédito, que permitiu a ascensão de empresas brasileiras com potencial de ganhar o mundo”, afirma Oscar Malvessi, professor de finanças corporativas da Fundação Getulio Vargas de São Paulo. Poucas empresas representam tão bem essa fase como a Hypermarcas -seja pela rapidez com  que foi criada, seja pela forma peculiar como é administrada. Criada há nove anos, a partir de um produto sem quase nenhuma tecnologia ou inovação - a lã de aço Assolan -, a Hypermarcas passou de média empresa com faturamento de 30 milhões de reais no primeiro ano de operação a uma respeitável companhia de 3,5 bilhões de reais de receita em 2009. Trata-se de um espetacular crescimento de 11 500% em menos de uma década. Nesse período, investiu cerca de 5 bilhões de reais em 20 aquisições de empresas nacionais, todas de bens de consumo, algumas com marcas bastante conhecidas, sobretudo no crescente – e hoje sexy - mercado da classe C. Em 2009, segundo um levantamento da consultoria Bain&Company, a Hypermarcas foi a empresa brasileira que mais foi às compras (excluindo firmas de private equity e bancos), com cinco aquisições que somaram quase 2 bilhões de reais.

Embora seja uma empresa aberta, com valor de cerca de 11 bilhões de reais em bolsa e milhares de acionistas, a Hypermarcas é um reflexo da forma de pensar do goiano João Alves de Queiroz Filho, mais conhecido como Júnior, um dos raros empresários brasileiros que reinventaram o sucesso em tempos, circunstâncias e negócios diferentes. Aos 57 anos de idade, fundador e dono de 31% do capital da Hypermarcas, Júnior está construindo um gigante do mercado de consumo pela segunda vez. Durante quase duas décadas, ele comandou a Arisco, empresa fundada por seu pai em 1969. Depois da venda da companhia por 760 milhões de dólares para a americana Bestfoods (que viria a ser incorporada logo em seguida pela anglo-holandesa Unilever) no ano 2000, Júnior decidiu recomeçar. Seu plano era construir uma espécie de “Procter& Gamble brasileira”, uma companhia que oferecesse produtos de consumo em áreas tão diferentes quanto alimentos e medicamentos, sobretudo para os consumidores emergentes. Assim como fizera na Arisco, ele não criaria nada novo. Seus produtos - de lãs de aço a medicamentos genéricos - não demandam patentes ou grandes departamentos de pesquisa e desenvolvimento.

São uma alternativa, muitas vezes mais barata, ao que o consumidor já se acostumou a comprar. Seu grande capital, ao fazer isso, seria a combinação de experiência na produção, domínio do marketing de massa e conhecimento profundo dos canais de distribuição - três pilares construídos durante sua trajetória na Arisco. Os resultados recentes da Hypermarcas mostram que, pelo menos nesse sentido, Júnior já chegou perto de seu objetivo. Hoje, sua empresa  conta com um portfólio com mais de 170 marcas e 4 000 produtos - de molho de tomate a analgésicos - e tem praticamente o dobro do tamanho da operação brasileira da P&G, que faturou cerca de 1,8 bilhão de reais no país em 2009. “Vi que havia muitas empresas como a Arisco, de origem familiar, que uma hora seriam alvo de um movimento de consolidação”, disse Júnior a EXAME, em uma de suas raríssimas entrevistas (suas fotos nesta reportagem são as primeiras publicadas por um veículo de imprensa). “E acreditei que eu poderia ser o consolidador.”

A face de comprador serial começou a se manifestar em 2001, quando Júnior recomprou a Assolan, marca que fazia parte do portfólio da Arisco, da Unilever. No ano seguinte, lançou o sabão em pó Assim. A partir de 2003, com um apetite cada vez mais voraz, arrematou de empresas praticamente anônimas marcas consagradas como Doril e Bozzano. Seu radar é acionado sempre que ele se depara com uma companhia dona de produtos conhecidos do grande público mas que por alguma razão foram “esquecidos” ou com empresas familiares que enfrentam dificuldades de su-cessão. Identificado o alvo, é hora de Júnior mostrar sua habilidade de negociação. “É preciso fazer o dono da companhia perceber que, se ele vender, receberá um valor justo e que a obra de sua vida não será enterrada. Do contrário, a empresa pode desaparecer”, diz.

Esse poder de persuasão, aliás, é apontado por quem o conhece bem como um de seus maiores trunfos. Apesar da infância modesta, Júnior é um empresário sofisticado. Cerca-se de alguns dos mais respeitados banqueiros e advogados do país. Elabora estratégias complexas ao mesmo tempo que cultiva, no ambiente de negócios, a imagem do caipira bem-sucedido. Em boa medida, Júnior é a personificação de um estilo de gestão tipicamente brasileiro - um jeito de conduzir os negócios que combina técnicas sofisticadas com uma dose considerável de intuição, agressividade com o conservadorismo nos custos típico dos negócios criados do zero, decisões rápidas com personalismo. Com seu jeitão simples, ele sabe dizer o que o interlocutor quer ouvir e não tem problema em fazer concessões - algo normalmente complicado para as multinacionais. Foi assim, por exemplo, que a Hypermarcas atravessou a negociação da americana Pfizer com o laboratório de genéricos Neoquímica. Apesar de colocar na mesa uma ótima proposta financeira, a Pfizer não garantia uma posição executiva de destaque para o então presidente e principal acionista da Neoquímica, Marcelo Limírio Gonçalves Filho. A negociação entre as duas empresas já estava em estágio avançado quando Júnior entrou na disputa. Segundo um executivo que acompanhou de perto o processo, ele ofereceu praticamente o mesmo valor da multinacional americana - 1,3 bilhão de reais -, mas garantiu que Gonçalves Filho assumiria o comando da área de medicamentos da Hypermarcas. “Sempre aproveitamos as pessoas e as culturas das empresas que compramos. Elas já sabem como funciona o negócio e, principalmente, os erros que têm de ser evitados”, diz Júnior. Em outro negócio fechado pela Hypermarcas no ano passado, ele adotou uma tática diferente. Percebeu que o dono da empresa com quem negociava se sentia frustrado por não ter herdeiros interessados no negócio e temia que as marcas que havia criado desaparecessem. “Sou o filho que você não teve e vou fazer nossa empresa crescer”, disse Júnior na ocasião. A frase foi decisiva para que o negócio fosse fechado - e está longe de ser mero bla-bla-blá de negociante. Depois de vender a Arisco, Júnior viu a marca praticamente desaparecer do mercado nos anos seguintes. Antes líder de mercado em alguns segmentos - como temperos, por exemplo -, ela hoje tem participação tímida dentro da linha de produtos da Unilever e há tempos não recebe nenhum investimento de marketing. No ano passado, a Unilever, vendeu para a empresa de café Santa Clara uma das marcas que vieram com a aquisição da Arisco - a Frisco, de sucos em pó, que chegou a ser vice-líder desse segmento no passado. A unidade da Arisco, em Goiás, foi modernizada e ampliada e hoje é a maior fábrica de alimentos da Unilever no mundo. (No mercado, comenta-se que a marca Arisco seria o novo alvo de aquisições da Hypermarcas. Os envolvidos não confirmam.)

Para construir seu conglomerado de produtos de consumo, Júnior contou com mais do que uma boa estratégia e uma lábia convincente. Ele precisou provar ao mercado que, de fato, tinha ambição e caixa suficientes para erguer uma companhia maior do que fora a Arisco. Nesse sentido, sua grande tacada veio em 2007, com a aquisição da empresa de medicamentos e produtos de cuidado pessoal Dorsay Monange, a paulista DM, dona de marcas como Doril, Gelol e Risqué. Com a compra da empresa por 1,2 bilhão de reais - a Hypermarcas triplicou seu faturamento. “Júnior é um ótimo negociador e soube aproveitar o bom momento do mercado brasileiro para criar uma grande companhia”, afirmou a EXAME Nelson Morizono, ex-dono da DM. Morizono e Júnior têm muitas características em comum. Além da aversão à exposição pública (a entrevista a EXAME foi a primeira já concedida por Morizono), ambos adotaram a estratégia de comprar marcas fortes e sustentá-las com pesados investimentos em marketing. A compra da DM marcou também a estreia da Hypermarcas nos dois mercados que mais crescem no setor de consumo, sobretudo depois que o fenômeno da ascensão da classe C se fortaleceu: o de medicamentos que dispensam receita médica, também conhecidos como OTC, e o de cuidados pessoais.

Apesar de seu papel essencial na definição de estratégias da companhia e, principalmente, nas negociações das aquisições, Júnior nunca teve uma função executiva na Hypermarcas. “Acho que tenho mais valor atuando como um grande consultor, ajudando a resolver problemas quando precisam de mim”, diz. Na sede da empresa, no bairro do Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo, não há salas ou mesas reservadas para seu controlador. O dia a dia da Hypermarcas é tocado por dois de seus homens de confiança. Um deles é o executivo Cláudio Bergamo, ex-sócio da consultoria McKinsey, que ocupa a presidência da companhia. Aos 43 anos - 12 deles trabalhando com Júnior, Bergamo conhece o mercado brasileiro de consumo como poucos e aprendeu com o chefe a encontrar bons alvos. O outro é o administrador de empresas Nelson Mello, que está ao lado de Júnior há mais de três décadas e foi um dos responsáveis pelo crescimento da Arisco no passado. Hoje Mello é o diretor comercial da Hypermarcas e uma das vozes mais ouvidas por Júnior. Nenhuma aquisição é feita sem sua aprovação. Além dos dois, há apenas outros quatro diretores na Hypermarcas. Herança da Arisco, essa estrutura reduzida permeia todos os departamentos da empresa. A área de fusões e aquisições, por exemplo, hoje uma das mais importantes, tem apenas dois funcionários - antes de fechar seus grandes negócios, Júnior costuma pedir a ajuda do banqueiro Ricardo Lacerda, ex-Citi e Goldman Sachs. “A Hypermarcas compra muito bem, como se fosse um fundo de private equity, e tem uma capacidade de gestão de marcas exemplar”, diz Luis Arjona, sócio da consul toria Bain&Company.

A única área da Hypermarcas que Júnior comanda de perto é o marketing - tão de perto que nenhum anúncio de seus produtos é veiculado sem sua aprovação. Desde a época da Arisco, foi com investimento intensivo em publicidade que o empresário tornou suas marcas conhecidas a ponto de competir com produtos líderes de mercado. Júnior não usa agências de publicidade externas. Tudo é feito dentro de casa. Com isso, negocia os espaços publicitários diretamente com jornais, revistas e emissoras de televisão. Segundo o Ibope Monitor, a Hypermarcas é hoje o sexto maior anunciante do país. Sua fórmula de comunicação está diretamente ligada ao fenômeno das celebridades. Da lista de artistas e esportistas que dão aval a seus produtos estão nomes como a apresentadora global Xuxa, a atriz Mariana Ximenes e o jogador de futebol Ronaldo Fenômeno. Atualmente, a Hypermarcas é a segunda empresa que mais contrata artistas e celebridades do país. Só fica atrás da Rede Globo. Em 2010, a empresa deve investir cerca de 300 milhões de reais em marketing. Desse total, boa parte será injetada em sua tacada mais recente: o futebol. Embora Júnior não seja fã do esporte, Bergamo torça para o São Paulo e Mello para o Palmeiras, a Hypermarcas fechou há algumas semanas o maior contrato de patrocínio da história do futebol brasileiro - com o Corinthians. No ano de seu centenário, o clube vai receber 38 milhões de reais para estampar em suas camisas as marcas do laboratório Neoquímica, do desodorante Avanço, dos produtos de higiene pessoal masculina Bozzano e do detergente Assim.

Pode-se dizer que o maior desafio de Júnior e seus executivos começa a partir de agora. Para manter sua velocidade de crescimento e o interesse dos investidores por seus papéis, sua empresa precisará fazer aquisições num ritmo ainda mais intenso do que o atual. A meta de Júnior é comprar uma média de um novo negócio a cada dois meses em 2010 - e pelo menos uma dessas operações deve envolver uma grande empresa. “Vamos comprar até triplicar de tamanho”, diz Júnior. Pelas contas de Bergamo, para alcançar um faturamento anual de aproximadamente 10 bilhões de reais, a Hypermarcas deverá levar cinco anos. Depois disso, o volume das aquisições deve diminuir gradativamente. “Já não haverá tantas empresas à venda no mercado”, diz Bergamo. A partir daí, preveem os executivos da Hypermarcas, o crescimento no Brasil passará a ser basicamente orgânico, concentrado nas áreas de atuação já exploradas pela companhia - alimentos, higiene e limpeza, cuidados pessoais e medicamentos.

Segundo pessoas próximas a Júnior, porém, ele já estaria analisando a possibilidade de dar os primeiros passos rumo à internacionalização de seu negócio. “Com a crise, de fato, há empresas baratas nos Estados Unidos e na Europa”, diz Júnior. “O problema é que não há muita sinergia com os negócios no Brasil, e isso acaba encarecendo a operação.” Entre as “companhias baratas”, Júnior estaria olhando de perto um pequeno laboratório farmacêutico americano e uma fabricante de cosméticos na Europa.

A entrada em mercados externos pode ajudá-lo a trilhar o caminho para a perenização da Hypermarcas. Nenhuma de suas três filhas trabalha na empresa e Júnior já deixou claro que elas jamais assumirão outro papel que não o de acionistas. Uma saída, diante disso, seria fazer com a Hypermarcas o mesmo que o trio Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, de quem Júnior é adminrador confesso, fez com a AmBev. A cervejaria dominou o mercado local, se uniu à belga Interbrew, comprou a Anheuser Busch e hoje é a maior do mundo no setor. Embora Lemann, Telles e Sicupira não detenham o controle acionário da ABInbev, foi o modelo de gestão brasileiro que prevaleceu. Desde a abertura de capital da Hypermarcas, em 2008, Júnior voltou a trabalhar no mesmo ritmo intenso dos tempos da Arisco: cerca de 10 horas por dia. Para manter a energia, ele pratica exercícios diariamente - seu esporte preferido é a natação. Nos momentos de folga, um dos programas prediletos é viajar com seus três melhores amigos: o expiloto de Fórmula 1 Nelson Piquet, o iraniano Abbos Abrapour, que conhece Júnior desde a adolescência e hoje vive tempo, apurou o gosto por um estilo de vida requintado. Adora carros potentes e esportivos - já teve uma clássica Ferrari vermelha e hoje é dono do único Aston Martin DB9 que roda no Brasil. Seu jato particular, um Citation X, é usado tanto nas viagens de lazer quanto nas de trabalho. (Mesmo nas viagens profissionais, Júnior não cobra um centavo da empresa pelo uso do avião. Seu patrimônio inclui ainda três lanchas e uma coleção de obras de arte com quadros de Tarsila do Amaral. A fortuna do empresário é estimada em cerca de 2,5 bilhões de dólares e, neste ano, o goiano João Alves de Queiroz Filho deve aparecer pela primeira vez na lista da revista americana Forbes como um dos homens mais ricos do mundo.

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DROGA RAIA: “PRAZER EM CUIDAR” TAMBÉM NO SITE

Fonte: Portal Nacional de Seguros

A Droga Raia, uma das maiores e mais importantes redes de drogarias do País, acaba de colocar no ar seu novo site (www.raia.com.br). O processo de reestruturação do ambiente on-line da Raia faz parte de um amplo projeto de branding da marca, que culminou na redefinição do seu novo posicionamento. Agora a assinatura “Prazer em cuidar” chega ao portal da rede por meio de um projeto desenvolvido e implementado pela Tesla, agência digital full-service de São Paulo.

Uma das principais características do novo modelo de atendimento da Droga Raia é promover diferenciação, praticidade e aconchego ao ponto-de-venda. Para tanto, todas as categorias de produtos foram agrupadas em quatro grandes universos: Saúde, Sua Beleza, Cuidados Diários e Coisas de Criança. “O grande desafio que demos à Tesla foi levar à loja virtual as características dos quatro universos de atendimento, de modo a oferecer aos clientes uma experiência de compra tão agradável quanto as que eles vivenciam nas lojas”, diz Melissa Cabral, gerente de Outros Canais de Vendas da Droga Raia.

Assim, os mesmos universos encontrados nas lojas físicas foram reproduzidos na loja virtual, para criar uma unidade de marca e uma lógica para o consumidor. Todas as áreas do site passaram por um redesign, que acarretou uma mudança de impacto na linguagem e nos elementos do portal. A comunicação visual foi revista, para facilitar a navegação, e incluiu uma ampla sinalização dos universos com cores diferenciadas, imagens do cotidiano e frases conceituais. “Criamos um site com base na arquitetura existente, mas que agora oferece uma experiência de compra alinhada às filiais da empresa”, explica Paula Balestrim, diretora de atendimento da Tesla.

A primeira filial a incorporar o conceito “Prazer em cuidar” foi inaugurada em junho, no Brooklin, em São Paulo. A partir de julho, todas as novas filiais da Droga Raia foram inauguradas com o novo modelo. As lojas existentes serão modificadas progressivamente, ao longo dos próximos anos. O “Prazer em cuidar” da Droga Raia vai além da relação com o cliente: se incorpora também aos cuidados com a comunidade e o meio ambiente. As filiais possuem uma área de convivência que divulga projetos sociais e presta informações sobre pontos de coleta seletiva de lixo e recolhimento de pilhas e baterias para reciclagem. Em algumas lojas, o cliente já pode comprar ecobags, cuja renda é destinada aos Doutores da Alegria, e a revista Sorria, que tem toda a sua receita destinada ao Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc).

Diamante no e-bit

A loja virtual da Raia também recebeu a Medalha de Diamante, a mais alta classificação do e-bit. O site funciona como um consultor de compras on-line, que classifica, segundo notas datas pelos consumidores, o desempenho das lojas que vendem pela internet. Podem ser concedidas medalhas de bronze, prata, ouro e diamante às lojas virtuais, de acordo com a opinião do público. “A distinção nos dá um nível de excelência porque as opiniões vêm justamente dos clientes”, comemora Melissa Cabral.

Sobre a Droga Raia

Fundada em Araraquara, interior de São Paulo, em 1905, a Droga Raia é uma das cinco maiores redes de drogarias do País, com mais de 5 mil funcionários e atuação nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Somente em 2008, a rede inaugurou 63 filiais e encerrou o ano com 259 lojas e faturamento de R$ 1,15 bilhão.[14]

Sobre a Tesla

A Tesla é uma agência digital que oferece portfólio completo de serviços na web. No mercado desde 1995, combina criatividade e inovação tecnológica no desenvolvimento de projetos on-line. Posicionada como agência digital full-service, a Tesla possui áreas de planejamento estratégico, criação, tecnologia, search engine marketing (SEM) e mídia. A carteira de clientes da Tesla é composta por empresas como Mercedes-Benz, Redecard, Coelho da Fonseca, STB, Vale, Net, SulAmérica, Rossi, Roche, Suzano, Droga Raia, Amadeus, Yahoo!, Qualicorp, Danone, Pernambucanas e Eaton. Para mais informações, visite: www.tesla.com.br.

Saem as montadoras, entra o YouTube

Fonte: Portal EXAME
Por Melina Costa

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Numa competição tão acirrada e veloz quanto a Fórmula 1, em que pesa, antes de mais nada, o desempenho do carro e de seu motor — além, é claro, da destreza do piloto –, é natural que seus principais patrocinadores sejam as montadoras de automóveis. Vencer nos arriscados circuitos espalhados pelo planeta sempre foi encarado pelos executivos de marketing das fabricantes de veículos como uma maneira inconteste de levar ao mundo uma imagem de alta tecnologia — na óbvia esperança de que ela se converta em vendas na vida real. Cada uma das 18 provas de Fórmula 1 é assistida por cerca de 50 milhões de espectadores. Portanto, despejar um caminhão de dinheiro em carros de corrida parecia fazer todo o sentido. Até que a crise perverteu essa lógica. Nos dois últimos anos, três montadoras abandonaram o esporte: Honda, BMW e Toyota. Com isso, apenas três fabricantes permaneceram na competição — o menor índice em 20 anos (a Renault anunciou que permanece no esporte em 2010, mas vai vender boa parte de sua escuderia para um fundo de investimento). A debandada abriu espaço para a chegada à F1 de empresas dos mais diversos segmentos, algumas sem nenhuma tradição no automobilismo. “Todo começo de temporada é marcado por uma dança das cadeiras entre os patrocinadores”, diz Geraldo Rodrigues, presidente da Reunion, uma das principais agências de marketing esportivo do Brasil. “Mas geralmente são empresas financeiras ou de telecomunicações. Agora, até companhias de bens de consumo querem aproveitar essa vitrine.”

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A favor das equipes, investidores e patrocinadores recém-chegados, pode-se dizer que a recente desistência por parte das montadoras está muito mais relacionada à crise enfrentada pelas fabricantes de automóveis do que à eficácia da F1 como meio de divulgação da marca. Há dez anos, manter uma escuderia na competição custava em torno de 40 milhões de dólares por ano. Na última temporada, esse valor ultrapassou os 250 milhões, um valor difícil de ser justificado num momento em que as vendas nas montadoras em boa parte do mundo caíram. Quem conseguiu bancar a escalada de custos, porém, ganhou como nunca. Um estudo elaborado pela Margaux Matrix, empresa britânica especializada em monitoramento de mídia, calculou que, em 2009, as cinco maiores marcas da competição ganharam 1,5 bilhão de euros em exposição, 15% mais que em 2008. A grande vencedora dessa disputa foi a fabricante de bebidas energéticas Red Bull, dona de duas equipes. A exposição de sua marca nas TVs do mundo inteiro garantiu-lhe o equivalente a 407 milhões de euros em publicidade. “Para empresas que procuram exibição global, poucas vitrines são tão eficazes como a Fórmula 1″, diz James Gibson, executivo da Margaux Matrix. “Sobretudo com a expansão da competição para mercados emergentes como o Oriente Médio.”

A maior contribuição da nova leva de investidores na Fórmula 1 está na maneira como as empresas pretendem tirar proveito desse evento esportivo, fugindo do modus operandi tradicional. A estratégia mais inovadora até agora foi desenhada pela equipe americana US F1, estreante na competição. Fundada por um jornalista e um engenheiro egresso da fórmula Nascar, um tipo de corrida popular nos Estados Unidos, a escuderia tornou-se a menina dos olhos de Chad Hurley, cofundador do YouTube, que decidiu investir do próprio bolso para ajudá-la a sair do papel. A intenção do trio é produzir diversos vídeos das provas, com bastidores da equipe e entrevistas, e exibir entre 2 e 5 horas de material por semana na internet. Além disso, a US F1 planeja reunir 250 horas de filmagens no decorrer de 2010 e, ao final da temporada, exibir um documentário nos cinemas. Entre tantas atividades, se sobrar um tempinho, o pessoal de Hurley pode até tentar vencer o campeonato. “As outras equipes estão no negócio de corridas. Nós estamos no negócio de entretenimento”, disse recentemente Jason Makham, diretor comercial da US F1 ao jornal americano USA Today. Hurley pretende ainda desenvolver novas formas de interação do público com a equipe, sobretudo por meio do Twitter e do próprio YouTube.

A crise não apenas afastou as montadoras como derrubou o valor das cotas de patrocínio a equipes e pilotos. De 2007 para cá, o preço dessas cotas ficou até 30% menor (segundo estimativas de mercado, o valor dessas cotas varia de 3 milhões a 50 milhões de dólares). Essa redução se transformou numa oportunidade para que diversas companhias pudessem cogitar entrar na Fórmula 1 para expor suas marcas globalmente. Foi o que aconteceu com a Unilever, que passou a patrocinar tanto a equipe Virgin Racing, do polêmico empresário Richard Branson, quanto o piloto brasileiro Lucas Di Grassi na temporada 2010. A ideia é dar visibilidade à marca de xampu Clear. Embora o patrocínio seja mundial, um dos maiores objetivos é atingir os consumidores brasileiros. O país é hoje o maior mercado de xampus da Unilever, mas a marca Clear permanece quase desconhecida. Ao associar seu produto a uma imagem de tecnologia e alta performance, a Unilever espera atrair o público masculino para as gôndolas de supermercados e farmácias (segundo a empresa, 95% dos homens brasileiros não costumam ser fiéis à marca de xampu). “Somos o único patrocinador que não vai se importar se o piloto aparecer nas entrevistas sem o boné com nossa logomarca”, diz Erik Galardi, diretor de marketing da marca Clear no Brasil.

Apesar de gerar um retorno milionário em termos de imagem e exposição da marca — ou até mesmo em razão disso –, a Fórmula 1 está longe de ser um investimento livre de riscos. Primeiro, pela própria natureza do esporte. Os benefícios gerados pela competição são geralmente consequência direta do desempenho da equipe nas pistas, algo impossível de prever. O caso envolvendo a Honda é emblemático desse tipo de situação. Quando decidiu bancar sozinha uma equipe de F1, em 2006, a tradicional montadora japonesa esperava contar com uma chuva de patrocínios, ancorados sobretudo na imagem de tecnologia e pioneirismo da empresa no mundo. Nada disso aconteceu. Dois anos seguidos de péssimos resultados nas provas fizeram com que a Honda ficasse à míngua no final de 2008 e tivesse seu espólio arrematado por um veterano do esporte. “É tudo uma grande aposta. Nada é muito matemático”, afirma Rodrigues, da Reunion. O segundo risco está associado à imprevisibilidade dos pilotos. Uma atitude impensada ou intempestiva pode subitamente se transformar num escândalo, com óbvios prejuízos para a marca. Foi o que ocorreu com Nelsinho Piquet, ex-piloto da Renault. Em julho, ele admitiu ter ajudado a fraudar o resultado do GP de Singapura para que seu colega de equipe, o espanhol Fernando Alonso, vencesse. Imediatamente, tanto o banco ING quanto a seguradora Mutua Madrileña deixaram a equipe. Afinal, que empresa gostaria de ser associada a uma postura de covardia e antidesportismo?